sexta-feira, 24 de abril de 2009

CONVITE

O Boletim De mãos dadas on line é uma novidade na nossa paróquia enquanto a versão impressa é uma realidade consolidada e é publicado com muito carinho por uma equipe pequena.

Este convite de hoje é para você que tem vontade de ajudar:
Repórter, fotógrafo, capitador de notícias, historiador, pesquisador, diagramador...

Quem tiver interesse entre em contato conosco.

Sua ajuda é muito importante.
Um abraço.

Rafaela Andrade

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ajude o meio ambiente: dicas sobre consumo responsável

Publicada em 22/02/2008- Globo Online

Transporte de madeira na Amazônia / Marcelo Sayão

Você é daqueles que pegam muitas sacolas ao passar com as compras por um caixa de supermercado? O que você faz com as pilhas usadas e as baterias de celulares sem serventia? Por falar nisso, vive trocando de celular a cada novidade lançada? Então preste atenção nas dicas abaixo preparadas pela WWF-Brasil e mude alguns hábitos bastante prejudiciais ao nosso planeta. Toda semana, O Globo Online publicará uma lista com atitudes que podem fazer de você um membro ativo neste clube que cresce a cada dia e que luta para fazer da Terra um melhor lugar para se viver. Na primeira parte, dicas sobre consumo responsável.

- Dê preferência a produtos de madeira com o selo FSC (Conselho Brasileiro do Manejo Florestal). Esta é a garantia de que a madeira foi retirada corretamente. O desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de gases causadores do efeito estufa. Ao comprarmos produtos sustentáveis, diminuem os incentivos para desmatar a floresta.

- Consuma alimentos da estação e dê preferência aos orgânicos, que não utilizam agrotóxicos. Assim, você cuida da sua saúde e do meio ambiente.

- Evite pegar sacolas plásticas desnecessariamente. Carregue uma sacola ou uma mochila com você quando for fazer compras. Assim estará gerando menos lixo.

" Evite pegar sacolas plásticas desnecessariamente "

- Dê preferência a produtos com pouca embalagem ou embalagem econômica que geram menos lixo.

- Procure comprar produtos perto de onde são fabricados. Desta maneira, os produtos não precisam ser transportados por longas distâncias e, conseqüentemente, não há emissões desnecessárias de gases causadores do aquecimento global.

- Use pilhas recarregáveis. Assim, você evita poluir o meio ambiente e gasta menos.

- Descarte as pilhas em locais apropriados de coleta e não no lixo comum.

Celulares - Foto: Ricardo Leoni

- Leve as baterias usadas de celulares para as revendedoras. Elas não devem ser jogadas no lixo comum, pois contêm metais pesados altamente tóxicos para a saúde humana e o meio ambiente.

- Evite substituir seu aparelho celular desnecessariamente. Além de gastar dinheiro, você estará contribuindo para uma maior poluição do planeta.

- Evite comprar o que você não precisa para não gerar mais lixo. Para facilitar, faça uma lista prévia. Além de economia, terá menos lixo.

- Procure melhorar seu computador ao invés de comprar um novo. Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de lixo eletrônico são descartados. A maioria ainda não é reciclada.

- Prefira comprar em lojas que adotem práticas socioambientais corretas.

- Use tintas a base de água para pintar sua casa. Elas são menos tóxicas e menos poluentes.

- Dê preferência a guardanapos e toalhas de pano ao invés de descartáveis.

" Imprima e-mails e documentos somente quando necessário "

- Use os dois lados da folha de papel.

- Imprima e-mails e documentos somente quando necessário.

- Não pegue panfletos entregues na rua a não ser que esteja interessado nas informações. Se pegar, não jogue na rua depois de lê-lo.

- Utilize calculadoras e lanternas que possam funcionar com energia solar ou dínamo. Desta maneira não é necessário usar pilhas.
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Dicas da WWF

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Primeiro encontro geral dos Crismandos


A Paróquia Nossa Senhora das Graças recebeu mais de 380 inscrições para a catequese do Crisma neste ano de 2009.
No total são 17 grupos divididos em 13 comunidades diferentes.

É uma grande alegria para a equipe essa enorme responsabilidade. Domingo, dia 19 de abril o Pe. Antenor celebrará uma missa no primeiro encontro entre os grupos. Acontecerá ás 15h na Matriz e estão todos convidados.

Nas fotos vocês podem verificar boa parte da equipe.
A coordenação paroquial da catequese do Crisma é dividida entre Abílio( Matriz) e Rafaela ( São Paulo)
Tesouraria: Priscila e Rodrigo
Secretaria: Corina



Grupos, catequistas e horários:

1. Matriz – Marlene/Manolo - Sábados
2. Matriz – Sato/ Jeane - Domingo - pela manhã
3. Matriz – Vânia/ Zuleide - Domingo - pela manhã
4. Matriz – Moises/ Daniele - Domingo - pela manhã
5. Matriz – Vilma/ Julvanete - Domingo - pela manhã
6. Santo Amaro - Beth - Domingo - pela manhã
7. Aparecida - Conceiçaozinha - Beth - Domingos a tarde
8. Sagrado Coração - Rita e Amanda - Domingos a tarde
9. São José - Rogério, Rosalia e Cátia - Sábados

10. São Paulo- Nathan e Ana Márcia - Domingos a tarde
11. Aparecida – Osw. Cruz - Inácia e Marili - Domingos a tarde
12. Bom Jesus dos Passos - Gilvanete e Adeli - Domingos a tarde
13. Sagrada Família - Willian e Graciela - Domingos a tarde
14. São Judas - D. Maria e Luiz - Domingo pela manhã
15. São João - Lourdes e Sr. Zacarias - Domingos a tarde
16. Santo Antonio - Edna - Domingos a tarde
17. Paz - Socorro - Domingos a tarde



domingo, 12 de abril de 2009

Feliz Páscoa

Que a Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo seja um grande momento de transformação, de renovação e de fé para cada um de nós.




Um Certo Galileu -Padre Zezinho

Composição: Pe. Zezinho

Um certo dia, a beira mar
Apareceu um jovem Galileu
Ninguém podia imaginar
Que alguém pudesse amar do jeito que ele amava
Seu jeito simples de conversar
Tocava o coração de quem o escutava

E seu nome era Jesus de Nazaré
Sua fama se espalhou e todos vinham ver
O fenômeno do jovem pregador
Que tinha tanto amor

Naquelas praias, naquele mar
Naquele rio, em casa de Zaqueu
Naquela estrada, naquele sol
E o povo a escutar histórias tão bonitas
Seu jeito amigo de se expressar
Enchia o coração de paz tão infinita

Em plena rua, naquele chão
Naquele poço e em casa de Simão
Naquela relva, no entardecer
O mundo viu nascer a paz de uma esperança
Seu jeito puro de perdoar
Fazia o coração voltar a ser criança

Um certo dia, ao tribunal
Alguém levou o jovem Galileu
Ninguém sabia qual foi o mal
E o crime que ele fez; quais foram seus pecados
Seu jeito honesto de denunciar
Mexeu na posição de alguns privilegiados

E mataram a Jesus de Nazaré
E no meio de ladrões puseram sua cruz
Mas o mundo ainda tem medo de Jesus
Que tinha tanto amor


sexta-feira, 10 de abril de 2009

Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor


O Domingo, primeiro dia da semana, é o começo e a origem do Ano Litúrgico. O ponto de partida dessa compreensão teológico-litúrgica é a experiência do Ressuscitado no primeiro dia da semana. O impacto vivido pelas discípulas e discípulos do Senhor, no terceiro dia após a morte dele é o que vai dar a tônica da Vigília Pascal e do tempo pascal.

Jesus, cujo corpo julgavam estar no cemitério, no túmulo, morto, apodrecendo, aparece agora no meio dos (as) discípulos e discípulas (as), conversa, caminha com eles (as)... Imaginemos a cena e o impacto que esse fato deve ter causado naquele momento. Segundo as Escrituras, tudo isso aconteceu no primeiro dia da semana, no Domingo.

O impacto desse fato foi tão grande que os cristãos recordam aquele dia inesquecível, memorável, o grande dia. De fato, toda semana, quando chegava o Domingo, eles lembravam: foi hoje que ele apareceu, depois da morte, aos seus. Neste dia Deus revelou definitivamente a sua salvação em favor de todos os homens.

O Domingo é o dia da vitória. Dia que, para os judeus era o primeiro dia da semana. De fato, a semana judaica iniciava com esse dia. Para os cristãos, o Domingo passou a ser, também, o dia mais importante da semana. O Motivo para essa importância está no fato do impacto provocado pela Ressurreição do Senhor. A partir dessa realidade nova, os cristãos deram uma nova denominação para esse dia, isto é, deixaram de chamar de primeiro dia da semana e começaram a chamar, a partir daquele momento, de Dia do Senhor. Em grego, kiriaké hemera. Em Latim, dies domenica. Em italiano, domenica. Em espanhol e português, Domingo. Em francês, le dimanche. O Domingo significa, portanto, Dia do Senhor.

Domingo é a origem do Ano Litúrgico. O papa João Paulo II publicou (31/05/1998) uma Carta Apostólica sobre a santificação do Domingo. Essa carta chama-se Dies Domini (Dia do Senhor). Hoje, podemos encontrar uma vasta literatura teológico-litúrgica sobre o Domingo
.1

A estrutura da celebração do Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor é mesma de todos os domingos, com o Glória, seqüência de Páscoa após a segunda leitura, creio e prefácio próprio.

Pe. Nivaldo Feliciano Silva, cs


Imagens:
http://www.qdivertido.com.br/festa-pascoa-jesus.jpg
http://farm3.static.flickr.com/2382/2519485442_a6404b4105.jpg
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1- Vejam, por exemplo: Matias AUGÉ, Domingo, festa primordial dos cristãos. São Paulo: Ave-Maria, 1995; Vicent, RYAN. O Domingo, história, espiritualidade, celebração. São Paulo: Paulus, 1997; José Ariovaldo da SILVA. O Domingo, páscoa semanal dos cristãos. São Paulo: Paulus, 1998; Ione, BUYST. Celebração do Domingo: ao redor da Palavra de Deus. Petrópolis: Vozes, 1999; Xabier, BASURKO. Para viver o Domingo. São Paulo: Paulinas, 1999.

Preparando a Celebração da Páscoa V - Sábado Santo


O Sábado Santo e a Vigília Pascal

O Sábado Santo é um dia para ser vivido numa profunda atitude de silêncio, dia de retiro. Neste dia, Cristo desceu à mansão dos mortos para assumir o destino da humanidade. Assim, fez-se solidário conosco até o fim. Ele desceu à região dos mortos para sair de lá vitorioso e a abrir um caminho de esperança para todos nós. O Sábado Santo é também um dia de jejum eucarístico, na espera ressurreição do Senhor. Neste dia não se celebra a eucaristia, e a comunhão só pode ser dada como viático, ou seja, àqueles que estão enfermos e impossibilitados de sair de casa ou em perigo de morte.

A Vigília Pascal deve ocupar o ponto central Ano Litúrgico, isto é, a celebração mais importante na vida do povo cristão. A celebração da vigília pascal foi sendo organizada, aos poucos, por meio de uma vigília noturna realizada do sábado para o domingo. Os cristãos reuniam-se para a celebração e passavam toda a noite lendo as escrituras e a história da salvação à luz do mistério pascal, ou seja, liam os textos referentes à criação, o evento do êxodo, a vida de Abraão, os livros dos profetas (Isaías, Ezequiel...). Dentre os textos lidos, não podia faltar a leitura de Ex 14, que narra a saída do Egito. Durante a Vigília, os cristãos passavam a noite inteira lendo as escrituras, cantando os salmos e fazendo orações e preces.

A Vigília Pascal é a festa em que os cristãos fazem vigília para esperar a luz. O círio pascal é essa luz, símbolo do Cristo ressuscitado que venceu as trevas com sua luz admirável. A Vigília Pascal é a festa batismal. Ou seja, é o momento da incorporação de novos membros ao Corpo de Cristo e de renovação das promessas batismais daqueles que foram batizados para participar do mistério pascal de Cristo. A Vigília Pascal é, sobretudo, festa eucarística. Por isso, cheios de alegria, agradecemos ao Pai que ressuscitou seu Filho, Jesus Cristo, e nos fez participar de sua vitória sobre a morte. Na Vigília Pascal comemos juntos o pão da imortalidade e bebemos o vinho da festa do Reino, na certeza de que um dia será plena para todos.

A celebração da Vigília desenvolve-se ao redor de quatro símbolos que falam, cada um a seu modo, da passagem da morte para a vida: o fogo – luz que vencem as trevas; o livro do qual lemos as narrativas das intervenções de Deus na história do povo de Israel para libertá-lo; a água pela qual fomos salvos; o pão e o vinho repartidos em ação de graças, como sinais da entrega de Jesus ao Pai e da vida nova que veio da ressurreição do Senhor.




Ao redor destes símbolos foram construídos quatro momentos da celebração da noite da Vigília Pascal:

a) Liturgia da Luz: acendimento da fogueira e bênção do fogo, preparação e acendimento do círio com o fogo novo, procissão com o círio para dentro da igreja, acompanhado de incenso aceso, incensação do livro e do círio e proclamação da Páscoa;

b) Liturgia da Palavra: proclamação das sete leituras do Antigo Testamento, cada uma seguida por um salmo responsorial ou cântico bíblico e oração. As leituras são:
• Gn 1,1-2,2: a criação do mundo e do homem;
• Gn 22,1-18 ou 22,1-2.9ª10-13.15-18: O Sacrifício de Abraão, nosso Pai na fé;
• Ex 154,15-15,1: Passagem do Mar Vermelho;
• Is 54,5-14: A Nova Jerusalém caminha para o esplendor da luz do Senhor;
• Is 55,1-11: A salvação é oferecida gratuitamente a todos os povos;
• Br 3,9-15.32-4,4: Fonte de vida e sabedoria;
• Ez 36,16-17ª18-28: Um coração novo e um Espírito novo;

Segue-se:
• Hino de louvor;
• Oração;
• Epístola – Rm 6,3-11: Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais;
• Aclamação ao Evangelho: Canto do Aleluia
• Evangelho – Ano A: Mt 28,1-10; Ano B: Mc 16,1-7; Ano C: Lc 24,1-12.

c) Liturgia batismal
• Exortação;
• Bênção da água: o ritual da Semana Santa prevê três possibilidades à escolha: 1) Onde houver batismo: apresentação dos candidatos, exortação, ladainha; oração sobre a água; renúncia, profissão de fé, batismo; renovação das promessas do batismo de toda a assembléia; aspersão do povo com água batismal; oração dos fiéis; 2) Onde não houver batismo, mas só a bênção da água batismal: exortação, ladainha; oração sobre a água; renovação das promessas do batismo de toda a assembléia; aspersão do povo com água batismal; oração dos fiéis; 3) Onde não houver batismo nem bênção de água batismal, mas a bênção de água para a aspersão do povo: bênção da água; renovação das promessas do batismo; aspersão do povo com água benta; oração dos fiéis.

d) Liturgia Eucarística, momento culminante da celebração
• Preparação das oferendas;
• Oração eucarística (com prefácio próprio);
• Ritos de comunhão

É bom lembrar que “toda a vigília seja celebrada durante a noite, de modo que não comece antes do anoitecer e sempre termine antes da aurora do Domingo”. Essa disposição é um convite para que se respeite a profundidade teológica do simbolismo a passagem das trevas para a luz.


Pe. Nivaldo Feliciano Silva, cs



Imagens:
http://lacosazuis.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_04.html
http://www.paroquiansconceicao.com.br/Cirio.jpg

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Preparando a Celebração da Páscoa Parte IV - Sexta-feira Santa



Sexta-feira Santa: celebração da Paixão do Senhor

Na Sexta-feira Santa a Igreja celebra a Paixão do Senhor. Nesse dia não há missa, mas apenas a comemoração da paixão e morte do Senhor. Essa atitude de respeito pelo jejum eucarístico, abstinência, tristeza e silêncio é vivida na esperança da ressurreição.

Ao celebrar a Paixão do Senhor, a Igreja contempla Cristo que, morrendo se oferece como vítima ao Pai, para libertar toda a humanidade do pecado e da morte. Esse mistério da salvação dos homens pela morte do Filho de Deus se apresenta como uma loucura para quem vive numa sociedade marcada pelo consumo, pela produção, pelo sucesso e pelas glórias passageiras. Porém, como disse o apóstolo, o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e que fraqueza de Deus é mais forte do que os homens (1Cor 1,25).


A celebração está estruturada em quatro partes:
a) Paixão proclamada: Liturgia da Palavra
A Liturgia da Palavra da celebração da Paixão do Senhor apresenta o cântico do servo de Javé, o Cristo sofredor que assumiu nossas dores, curando-nos do sofrimento por meio de suas chagas (Primeira leitura – Is 52,3 – 53,12); Ele ofereceu sua vida pela remissão dos nossos pecados. A sua morte é vida para todos nós, pecadores, que peregrinamos na esperança rumo à terra prometida, onde haverá respeito pelos direitos da pessoa, solidariedade, justiça e paz. O servo de Javé, sofredor, é o Sumo Sacerdote que nos dá segurança de alcançar a misericórdia de Deus no momento oportuno (Segunda Leitura – Hb 4,1-16; 5,7-9); Ele é o mediador que sabe entender nossas debilidades, pois passou por elas, menos o pecado; Ele é a aquele que viveu plenamente a virtude da obediência; por isso, nos diz o apóstolo: Deus o exaltou soberanamente e lhe conferiu o Nome que está acima de todo nome, a fim de que ao nome de Jesus todo joelho se dobre nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai (Fl 2,9-11). No Evangelho temos a narração dramática da Paixão não somente como um fim trágico da vida de Cristo, mas como o caminho de sua glorificação, para atrair todos para junto d’Ele .

Ao lado de Jesus, ao pé da Cruz, estava presente Maria, sua Mãe, solidária com o Filho e com a humanidade que sofre por causa da prepotência e da ambição daqueles que se sentem senhores e donos do mundo. Proclamar e celebrar o acontecimento da Paixão é tornar-se partícipe e receber a força da cruz de Cristo, para não deixar ninguém às margens das possibilidades de viver com dignidade.

b) Paixão Invocada: Solene Oração Universal
Ao celebrar a paixão de Cristo, a Igreja abre os braços e o coração para acolher a humanidade e realizar uma oração de intercessão pela salvação do mundo. Assim, em nome de Cristo e por meio d’Ele, a Igreja se dirige ao Pai para apresentar suas intenções pedindo pela santidade e unidade da mesma igreja, pelo papa, por todas as ordens e categorias de fiéis, pelos catecúmenos, pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos que não crêem no Cristo, pelos que não crêem em Deus, pelos poderes públicos e por todos os que sofrem provações. Nestas intenções toda a humanidade é assumida e trazida aos pés da Cruz, na qual Cristo morreu.

c) Paixão venerada: Adoração da Cruz
A liturgia está centrada no mistério do sacrifício de Cristo. Esta é a razão pela qual a Igreja apresenta a cruz para a adoração dos fiéis. Não se trata de uma adoração à madeira da cruz de madeira, mas à pessoa de Cristo crucificado e o mistério significado por sua morte em favor de todos nós. Mesmo sendo um momento em que comemoramos a morte de Cristo, a liturgia nos recorda que Ele está vivo e ressuscitado entre nós.




A cruz é sinal da vitória de Cristo que derrotou a maldade; é a expressão máxima do amor do Pai (cf. Jo 3,16); é a árvore da Vida, cujo fruto abençoado nos faz viver eternamente. Na Cruz de Cristo está o projeto de morte de todos os males que causam sofrimento à humanidade. A Cruz de Cristo é sinal de libertação e de salvação.

d) Paixão Comungada: Comunhão Eucarística
O momento da comunhão expressa nossa profissão de fé no Cristo que está vivo e que, pela comunhão sacramental, nos torna um só corpo com ele. Comungando Cristo, comungamos seus sentimentos, ao se entregar livremente ao Pai, e comungamos a vida nova que surge desse gesto salvífico. Portanto, comungar é comprometer-se em viver e dar continuidade ao projeto salvífico de Cristo, entre os irmãos e irmãs de caminhada.

Terminada a celebração da Paixão do Senhor a comunidade deve continuar a vivência do Tríduo Pascal. Para isso, recomenda-se a meditação, o silêncio e a reflexão diante do túmulo de Jesus, que morreu e desceu à mansão dos mortos. Ou seja, trata-se de vivenciar a solidariedade de Cristo com todos os mortos, da mesma maneira que Ele foi solidário com todos os vivos. Isso quer dizer que, Cristo é o salvador de todos, em todos os tempos e lugares. Sua morte se deu de uma vez para sempre, como expressão máxima do amor pela humanidade.

Pe. Nivaldo Feliciano Silva, cs


Imagens: www.sobrenatural.org
http://nossoserido.blogspot.com

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Preparando a Celebração da Páscoa - Parte III


Quinta-feira Santa

Antigamente, pela manhã, fazia-se a reconciliação dos penitentes e, a continuação, celebrava-se uma eucaristia para os que não podiam observar o jejum até a missa da ceia. Fazia-se também uma consagração dos óleos. A missa da consagração dos óleos, como a da noite, não possuía liturgia da palavra, mas começava com a liturgia eucarística. Na Gália, até o final do século VII, a bênção dos óleos era realizada durante a Quaresma e não na Quinta-feira Santa.

O rito do lava-pés era realizado em Jerusalém nos meados do século V. Posteriormente, esse costume foi propagado pelo Oriente e Ocidente. A liturgia da Com a evolução e propagação da celebração, a Quinta-feira Santa sofrerá ainda dois acréscimos. Primeiro, a trasladação do solene do que restou das espécies eucarísticas para um tabernáculo provisório, onde serão adoradas até a comunhão do dia seguinte. Em Roma conservava-se o resto do pão consagrado num cofre, depositado na sacristia, sem que houvesse nenhum sinal de honra devocional, por parte da comunidade dos fiéis. Durante a missa seguinte, no início da celebração, o cofre era apresentado ao pontífice, após sua entrada para realizar a celebração; este venerava as sagradas espécies por alguns instantes, em seguida elas eram levadas ao presbitério para serem depositadas no cálice do vinho consagrado no momento da fração do pão. Com o aumento da devoção ao santíssimo sacramento, as espécies que sobravam passaram a receber honras particulares. Assim, a partir da metade do século XII, o papa Urbano estendeu a toda a Igreja a festa do Corpo de Cristo (11 de agosto de 1264). Desta maneira, o tabernáculo da Quinta-feira Santa passou a ser ocasião para manifestação da adoração a Eucaristia. Com a introdução de alguns sinais de tristeza na liturgia, como por exemplo a abolição do som do órgão e das campainhas, o tabernáculo provisório passou a ser considerado pela devoção popular como o sepulcro de Cristo; fato notável é que a liturgia ainda não havia celebrado a sua morte. O segundo acréscimo foi a desnudação do altar, representando o despojamento de Cristo na Cruz, simbolizado pelo gesto de tirar as toalhas do altar, as flores e os demais ornamentos do templo.

Hoje, o Concílio Vaticano II introduziu algumas modificações na liturgia da Quinta-feira Santa. A bênção dos santos Óleos e a consagração do Crisma são ocasião para reunir o clero em torno do bispo; a Quinta-feira Santa tornou-se um dia sacerdotal, com a renovação das promessas sacerdotais, durante a celebração da missa crismal. A concelebração durante a ceia vespertina ganhou o caráter de demonstração da unidade do sacerdócio.

A Quinta-feira Santa é um dia de alegria, amor e gratidão. À tarde recorda-se o exemplo de Jesus que quis lavar os pés dos discípulos, dando-nos o testemunho de serviço e humildade; recorda-se a última Ceia do Senhor, na qual Ele se dá aos seus como Pão da Vida e Vinho da Salvação; recorda-se o mandamento do amor e o legado do sacerdócio ministerial para perpetuar a celebração do mistério entre nós como presença que gera compromisso, espírito de partilha, força e disponibilidade para a missão.

A liturgia da Palavra da Quinta-feira Santa está centrada sobre o fato da Ceia do Senhor. A primeira leitura recorda a celebração da Páscoa Judaica (Ex 12,1-8.11-14) que será transformada pelo Novo Cordeiro Pascal, criando um novo povo, pela aliança no seu sangue derramado na cruz. A segunda leitura apresenta a Ceia do Senhor conforme o relato do apóstolo Paulo (1Cor 11,23-26). O Evangelho nos relata a cena do Lava-pés dos discípulos (Jo 13,1-5) tornando-se um sinal do amor de Jesus pelos que o seguiam.

O costume da celebração do Lava-pés, imitando o gesto de Jesus, era antigo na Tradição da Igreja. Desde o século IV esse ritual aparece em todas as liturgias. O Concílio de Toledo exige a obrigatoriedade do rito em todas as Igrejas da Espanha e da Sicília. A reforma do Missal Romano, em 1970, tornou-o de caráter obrigatório em as celebrações da Ceia do Senhor, constituindo parte integrante do gesto de doação realizado por Jesus; ato que deve ser recordado e atualizado em todas as comunidades de hoje. A adoração ao Santíssimo Sacramento, no fim da Ceia do Senhor, permaneceu até hoje como costume de acompanhar a memória de Jesus na angústia e na agonia daquela noite da grande semana, a noite da Quinta-feira santa.

Pe. Nivaldo Feliciano Silva, cs


Foto: http://www.lds.org.br


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Preparando a Celebração da Páscoa - Parte II













Segunda, Terça e Quarta-feira da Semana Santa



As celebrações destes dias são marcadas pelas palavras do Prefácio da Paixão II: Já se aproximam os dias da Paixão e da Ressurreição gloriosa, pelos quais é vencida a soberba do antigo inimigo e se faz memória do Sacramento de nossa redenção (Missal Romano, p. 420).

A Liturgia da Palavra oferece-nos as leituras do profeta Isaías, apresentando os cânticos do Servo Sofredor, descrevendo Jesus Cristo na sua missão de Messias Redentor da humanidade.


Os evangelhos destes dias retomam as passagens que apresentam os últimos acontecimentos da vida pública de Jesus, deixando clara a posição de Judas Iscariotes como ladrão ganancioso, traidor e covarde. Judas representa o inimigo, dominado pelo espírito do mal. Ele é a expressão do mundo dominado pelas trevas. De acordo com as antífonas e salmos das liturgias, destes dias, ele representa o inimigo maior, aquele que persegue o justo. Pode-se dizer que, Judas representa todos aqueles que negam, massacram e marginalizam os fracos, os indefesos e pobres.


As orações das coletas, sobre as oferendas e depois da comunhão lembram os méritos da paixão como remédio, fonte de vida eterna, perdão, graça da ressurreição e esperança da vida eterna. A paixão de Cristo, sua morte e ressurreição, não simplesmente lembranças de um fato acontecido no passado, mas da vida em plenitude. De fato, na celebração da quarta-feira faz-se aceno à ressurreição do Senhor. Todas as celebrações culminam sempre proclamando a certeza e a esperança da ressurreição, meta de todo o Mistério Pascal de Jesus Cristo.


Pe. Nivaldo Feliciano Silva, cs

Preparando a Celebração da Páscoa - Parte I

Histórico da Semana Santa


I. O sentido das festas cristãs

As festas são tão antigas quanto a própria humanidade. Celebrar uma festa é festejar de maneira diferente os acontecimentos e fatos da vida, que dão sentido à existência humana, todos os dias.

As festas cristãs são celebrações de acontecimentos que são recordados e atualizados pelos fiéis num clima de ação de graças e de louvor. Existem festas com origens diversas. Algumas festas se originam da natureza cósmica. Outras celebram os fatos significativos da vida dos indivíduos, das famílias, das comunidades e das coletividades. Nas festas, geralmente, o ser humano religioso inclui uma oração de agradecimento a Deus e apresenta o motivo concreto da celebração.

O povo cristão possui uma profunda ligação com o povo judeu e com sua religião. Além disso, conheceram muitas festas que comemoram as ações salvíficas de Deus em favor de seu povo. O acontecimento de Jesus veio dar sentido novo às diversas festas judaicas, imprimindo um caráter salvífico às muitas celebrações que ganharam um sentido próprio para o povo cristão.


II. A Semana Santa

O mistério pascal (paixão-morte-ressurreição) é o fato primordial de nossa fé e o centro de todas as celebrações litúrgicas realizadas pela comunidade cristã. Historicamente e teologicamente, o Ano Litúrgico surgiu e se desenvolveu como celebração da ação pascal e da redenção de Jesus. Examinando a liturgia da Semana Santa, percebemos que o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor constitui o núcleo de todas as celebrações realizadas nestes dias.


1. Alguns elementos históricos sobre a origem da Semana Santa:

- Comemoração anual da Páscoa de Jesus;

- Testemunho bíblico: 1Cor 5,7-8;

- Celebração do Mistério Pascal nos dias da festa judaica: compreensão progressiva do sentido de libertação pelas comunidades judaico-cristãs;

- Controvérsia (séc. II) a respeito do dia da comemoração anual do Mistério Pascal: dia 14 de Nisan ou Domingo seguinte ao 14 de Nisan;

- Ásia Menor: observava o dia 14 de Nisan;

- Roma e maior parte das Igrejas celebravam no domingo seguinte ao 14 de Nisan;

- Os dois grupos (Ásia Menor, Roma) celebravam uma festa litúrgica com uma ceia eucarística que terminava o jejum preparatório. Embora com datas diferentes as duas modalidades celebrativas tinham o mesmo fim: celebrar o Mistério Pascal em sentido pleno; os que celebravam no dia 14 de Nisan acentuavam a morte e paixão de Jesus; e o grupo de Roma e demais Igrejas enfatizavam a ressurreição e glorificação de Jesus;

- Concílio de Nicéia (325): fim das disputas sobre as datas da Páscoa, prescrevendo que deveria ser celebrada no Domingo depois da primeira lua cheia de primavera. Essa determinação evitou que a páscoa cristã fosse celebrada no mesmo dia da Páscoa Judaica;

- A fixação da data é conseqüência da convicção de que a festa da ressurreição de Cristo tem como objeto um acontecimento histórico e, por isso, merece uma comemoração anual, levando em consideração a distribuição do tempo em conformidade com o ciclo solar. Uma das razões consideradas para a fixação da data foi o estreitamento das relações entre os povos e continentes; os modernos sistemas econômicos exigem uma rigorosa distribuição do tempo de maneira que assegure a uniformidade entre o período de produção e os períodos dedicados ao lazer. Isto é, a Igreja procurou uma saída técnica que possibilitasse manter a produção e o mercado sem interromper o ciclo da produção e, consequentemente, possíveis dificuldades de ordem econômica e social.



2. A teologia da Semana Santa

- Recordar os últimos acontecimentos da história de Jesus de Nazaré;

- Celebração e atualização do memorial da páscoa na vida dos fiéis;

- Encontro com o ressuscitado nas celebrações litúrgicas, por meio da Palavra e da pessoa dos irmãos que participam da comunidade;

- Celebração do Mistério Pascal na sua globalidade, sem fragmentações;


3.Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

O nome da festa indica a celebração de dois mistérios diferentes, duas tonalidades espirituais, duas histórias diferentes envolvendo, os “Ramos” e a “Paixão”. A procissão com os ramos tem sua origem na liturgia de Jerusalém (séc. IV); posteriormente, passou para a liturgia da Espanha e da Gália; bem mais tarde, nos séculos VII e VIII, foi assumida pela liturgia da Igreja de Roma.[1]

O sentido da festa gira em torno da entrada messiânica de Jesus na cidade de Jerusalém, para realizar seu Mistério Pascal. O uso dos ramos faz alusão à Festa das Tendas. A multidão formada, na sua maior parte, por crianças e estrangeiros marca o momento da ruptura de Jesus com a aristocracia e com os chefes dos judeus. Jesus vem como o Messias predito pelo profeta Zacarias: manso, montado num jumento, como Davi, indicando um projeto de reino da justiça, do amor e da paz.

Os ramos de palmeira significam a vitória de Cristo sobre a morte. Os ramos de oliveira significam sua unção espiritual. É o Cristo do qual nos vem toda a força da vida. A celebração do mistério dos ramos e da paixão leva-nos ao reconhecimento da divindade de Jesus; convida-nos a compartilhar de sua paixão e ser instrumentos para trabalhar pela redenção do mundo.

A celebração da Eucaristia começa com a oração da missa. Esta, por sua vez, tem um caráter de reflexão sobre o Mistério da Paixão do Senhor, mudando a dimensão festiva vivida na procissão. É no acolhimento de sua Palavra e de sua pessoa que nos tornaremos partícipes deste mistério. A oração da missa, ao lembrar o exemplo de humildade de Cristo demonstrada por meio do seu sofrimento, conduz o cristão e a comunidade a aprender de sua paixão para chegar às alegrias de sua ressurreição: Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo (Missal Romano, p. 230)

A liturgia da Palavra é um convite para contemplar o Cristo no mistério de sua Paixão. As leituras falam do sofrimento, da humilhação, da resistência (cf. Primeira leitura – Is 50,4-7), da escolha e da entrega que o Filho de Deus fez, na sua encarnação, de chegar ao extremo de sua igualdade com as pessoas, para fazer a ressurreição de todos; realçam a fidelidade de Cristo à sua missão para salvar os pobres e humildes (cf. Segunda leitura – Fl 2,6-11); manifestam a sua solidariedade com todos os povos.

As leituras do Evangelho da Paixão do Senhor apresentam Jesus realizando sua paixão na total entrega ao Pai, fazendo pleno uso de sua liberdade. Escutando e acolhendo a palavra, contemplamos Jesus abandonado, traído, negado. Ele é o homem que morre pelo povo (ANO A – Mt 26,14-27; ou 27,11-54). Os sofrimentos de Jesus levam a crer que Ele é o Messias, Filho de Deus (ANO B – Mc 14,1-15.47 ou 15,1-39). A caminhada de Jesus desde a Galiléia chega aos seus passos finais com a proclamação do letreiro posto na cruz: este é o rei dos judeus! Ou ainda, na expressão: lembra-te de mim quando estiveres no paraíso do teu reino, diz o ladrão. Ou nas palavras do próprio Jesus que disse: hoje mesmo estarás comigo no paraíso. Ou na manifestação de fé do centurião que dá glória a Deus dizendo: este homem era justo (ANO C – Lc 22,14-23.56; ou 23,1-49).

Hoje, somos convidados a acolher a chegada de Cristo para implantar o Reino de Deus em nosso meio. Ele nos convida a colher a sua paixão. Por isso, durante este tempo que nos separa e, ao mesmo tempo, nos aproxima da festa de sua Ressurreição, esforcemo-nos para estarmos atentos na escuta da palavra, seguros na sua cruz salvífica, procurando compreende os caminhos que nos levam a seguí-lo de perto para estarmos presentes no momento mais alto da ressurreição. Celebrar esta liturgia é aceitar o convite de atualizá-la todos os dias, nas nossas vidas de pais e mães de família, jovens, catequista, animadores de grupos, coordenadores de comunidades, ministros etc.


Estrutura da celebração

A celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor está estruturada em três partes: memória da entrada do Senhor em Jerusalém, liturgia da palavra com a leitura da paixão do Senhor e liturgia eucarística.


1.ª) Memória da entrada de Jesus em Jerusalém:

a) procissão com ramos feita uma vez em cada Igreja, na missa principal;

b) entrada solene, em lugar da procissão, sendo possível repeti-la em outras missas na mesma Igreja;

c) entrada simples, em todas as missas como nas missas de um Domingo comum, sem ramos, sem bênção, sem evangelho da bênção.

Lembramos que o mais importante não é a bênção, mas a procissão que se realiza com os ramos. Muitas pessoas vão à missa nesse dia por causa da bênção dos ramos esquecendo ou ignorando, quem sabe, o fato principal: a entrada solene de Jesus em Jerusalém, para realizar o seu mistério pascal. A bênção, como tal, é feita por causa da procissão que vai ser realizada pela comunidade. Não tem sentido fazer a procissão e depois a oração de bênção sobre os ramos. Vale lembrar que, aqueles que comemoram esse fato histórico-salvífico devem fazer um esforço para atualizá-lo na caminhada de todos os dias, através de gestos e ações concretas em favor dos irmãos sofrem e passam necessidades. O desafio, portanto, é conciliar a devoção daqueles que vão à missa por causa da “bênção do ramo” com a exigência de um aprofundamento maior da vida de fé.


2.ª) Liturgia da Palavra com a leitura da Paixão

a) Homilia

b) Profissão de fé

c) Oração dos fiéis


3.ª) Liturgia eucarística ou ação de graças como de costume; com Prefácio próprio

Pe. Nivaldo Feliciano Silva, cs



[1] Cf. Peregrinação de Etéria: Liturgia e Catequese em Jerusalém no Século IV. Petrópolis: Vozes, 1971. (Fontes da Catequese/6).