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domingo, 23 de outubro de 2011

Conscientize. Recicle.


Somos mamíferos e desde bebes desfrutamos do leite materno. Após um tempo nossas mães substituem esse leite por leite de vaca. Normal para qualquer ser humano. Ao longo da vida consumimos litros e litros de leite, seja para simplesmente beber, ou na fabricação de receitas. Parando para pensar, os litros de leite foram consumidos, mas aonde foram parar todas as caixas de leite que conservavam eles?

 Atualmente no Brasil, a reciclagem de caixas de leite, ou mais conhecidas por embalagens longa vida, vem crescendo cada vez mais. Essas caixinhas compostas por papel, alumínio e plástico, trouxeram praticidade e  benefício social, pela a duradoura estocagem de leite em lugar em onde não possuem geladeira. Juntamente com o progresso, vieram sérios danos ambientais, pelo descarte dessas embalagens nos lixões. A coleta seletiva é importante para enviar essas caixas para o devido lugar onde elas serão tratadas e reaproveitadas da melhor forma. A coleta das caixinhas gera emprego e renda. Dados revelam que no Brasil existem 1 milhão de catadores.

É incrível como aquelas caixas nas mãos certas podem ser recicladas:



A Tetra Pak que é a pioneira na fabricação dessas caixas disponibilizou um site para aqueles que querem ajudar nesta conscientização. O site: http://www.rotadareciclagem.com.br funciona da seguinte forma: Você digita seu endereço, e o site vai indicar no mapa, locais aonde você pode levar as caixas de leite para a reciclagem.

Dê o destino certo ao seu lixo. Ajude nosso mundo!

 Este texto foi enviado pela crismanda Karol Rabelo da Comunidade Sagrado Coração e soma 30 pontos na Gincana - Bela dica parabéns!!!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Campanha da Fraternidade: Brechó do Crisma





Todos os sites que tratam do tema Sustentabilidade um ponto é comum, a atenção aos três "R" . São eles: reduzir, reutilizar e reciclar!



"Reutilizar, como a bem palavra diz, é usar novamente. Por exemplo, uma blusa que você usou duas ou três vezes e não gosta mais pode vir perfeitamente para um brechó. Alguém pode querer uma igualzinha e, ao invés dela ir para no próximo caminhão de lixo, pode ir para o armário de alguém. Quer outro exemplo? As caixas de papelão que você recebe encomendas em casa podem servir para levar outras encomendas, não havendo necessidade de comprar outras e aumentar ainda mais a quantidade de papel descartado. E se não der para reutilizar? Reciclar é a resposta. Preste atenção no material usado na elaboração do objeto. A Melissa, por exemplo, é feita de PVC. O PVC é 100% reciclável. Portanto, se você tiver certeza de que vai jogar uma Melissa fora, jogue no lixo seletivo. Desta maneira você garante que ela vai ser reciclada e não vai ser mais um objeto a poluir o ambiente." Blog Água Dona da Vida

 Portanto:
  • Vale pensar se você realmente precisa comprar novamente, utilizar de novo, ter um novo mais uma vez. 
  • Vale pensar se aquilo que não te serve mais pode ser importante para o próximo, se você pode repassar, doar, dar ao objeto em questão mais tempo útil de vida e mais do que isso: fazê-lo em condições, não vale repassar roupa suja, sem condições de uso e nem objetos quebrados que não servem para nada. 
  •  Vale reciclar, separe seu lixo, procure detalhes sobre a coleta seletiva em sua cidade, doe em ONGs, ajude aqueles que fazem artesanato de material reciclado. 

Pensando nisso e no clima da Campanha da Fraternidade é importante pensarmos que sustentabilidade é mais do que uma palavra da moda, economizar os recursos naturais, reciclar tudo o que é possível e repassar aquilo que não nos serve mais e ainda pode ser utilizado é uma maneira de contribuir com o meio que nos cerca.

Através dos brechós você pode evitar a confecção de novos produtos e reduzir a geração de lixo e de quebra dar uma incrementada no visual sem gastar quase nada. Na moda, é importante que as pessoas aprendam que o que já não é mais novidade para alguém pode ser o sonho de outra pessoa!

Não é só roupa e objetos de decoração. Livros e revistas não foram feitos para serem lidos uma única vez, repasse, incentive a leitura de outra pessoa.

Não temos como fugir do assunto sustentabilidade. E Portanto lá vai a dica: Reutilize, Customize, Transforme, Reaproveite e Aproveite!!!!


Os Crismandos da Paróquia pedem a ajuda de todos com doações de roupas, objetos e livros que podem ser entregues em qualquer comunidade( as que não tem turma de Crisma, entregar na Matriz, aos domingos após a missa das 9h para um dos catequistas) 

Serão realizados 2 brechós:

  1. Comunidade Matriz – Dia 09/10 às 15h em conjunto com o Desfile do Meio- Ambiente da Infância e Adolescência Missionária 
  2. Comunidade Aparecida ( Oswaldo Cruz) – Dia 16/10, pela manhã e no final da tarde, a partir das 17h – até a hora da Missa. 
PARTICIPEM E INCENTIVEM NOSSOS CRISMANDOS!

CONTAMOS COM VOCÊS! 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Guarujá planeja reciclar 250 toneladas de lixo reciclável em 2012


Foi publicado no blog Guarujá Sempre na Moda a notícia que a cidade pretende desenvolver um roteiro de coleta seletiva de lixo, fica a dica e a pergunta: Como podemos colaborar e engajar a comunidade paroquial nesta ação?



A Prefeitura de Guarujá desenvolve, há dois anos, a campanha de coleta seletiva “Lixo Limpo”, que recolhe 100 toneladas de lixo reciclável por mês. A meta para o próximo ano é atingir 250 toneladas mensais.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente aponta que a proposta é levar ao conhecimento da população a importância da coleta seletiva, mostrando a possibilidade de desenvolvimento numa cidade equilibrada, que respeita o meio ambiente e pode melhorar a renda das famílias envolvidas no projeto. O engenheiro da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e responsável pela campanha, Marcelo Paixão, informa à população sobre a importância da separação do lixo. “É muito interessante que as pessoas saibam que, separando o lixo limpo do lixo comum, elas podem colaborar com a cidade, principalmente no espaço que vive, tendo sua casa e seu bairro mais limpo e organizado”, declarou Paixão.

Guarujá possui 136 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde o morador pode separar o lixo e depositar nesses locais, tais como escolas municipais, Centro de Atividades Educacionais e Comunitárias (Caecs), próprios públicos, Fórum, Polícia Ambiental, comércio e condomínios cadastrados. Reciclagem O lixo reciclável é coletado uma vez por semana e destinado para as cooperativas de catadores também cadastradas na Prefeitura. Dessa forma, o dinheiro é repassado a todos os catadores cooperados de forma igualitária.

Para finalizar, Marcelo Paixão informa que os estabelecimentos comerciais e condomínios de Guarujá podem colaborar com a Prefeitura no roteiro de coleta seletiva fazendo o cadastro na Secretaria de Meio Ambiente pelo telefone 3308-7885, ramal 7868.

Fonte: Jornal da Orla

quarta-feira, 30 de março de 2011

CF-2011 - O Grito da Terra

Vamos fazer um diálogo com a Terra.

Desculpe incomodá-la, Mãe Terra, mas eu gostaria de saber o que está acontecendo com você?

Pois é, você me chama de mãe, e com carinho, mas nem todos os seres me tratam assim. Agradeço sua preocupação. De fato, não ando muito bem, não. Acho que estou um pouco envelhecida e, nos últimos tempos, estou atacada por uma febre que não acaba.

Febre? Como assim?

Pense: você mesmo não tem uma temperatura corporal que se mantém num ponto de equilibrio, em torno dos 36,5.º C? E que, por isso, quando ela começa a passar dos 37º você sente incômodo? E quando alcança ou passa dos 38º você sente dores, calafrios, e é motivo de preocupação com a saúde?

É verdade, a gente sente isso mesmo. E todos se esforçam para descobrir o que está provocando a febre, buscando ajuda da medicina se necessário...

O que vocês buscam é que o corpo volte ao equilíbrio, retomando o ritmo normal da vida. No meu caso, o que está provocando o desequilíbrio está me atacando há muito tempo: há 260 anos, para ser mais precisa. Bem, na verdade, esse não é um tempo tão longo assim, já que eu tenho bilhões de anos... E trabalhei, movida pelas energias de minhas entranhas e pela ação de Deus, todo esse tempo para criar a atmosfera e um clima favorável a vida. Juntando as ações da atmosfera, das águas, das florestas, de todos os seres vivos, numa boa convivência com todos os seres minerais, foi possível criar o que vocês chamam de meio ambiente, que, na verdade, é o bom ambiente para a vida: nem frio nem quente demais, gerando uma media de temperatura boa para os seres vivos.

Puxa, Mãe, não tinha pensado nesse seu trabalho de tanto tempo! Muito Obrigado! Mas como funciona isso de esquentar e esfriar todo tempo, mantendo a temperatura?

Você sabe que a Terra é um pequeno planeta do sistema solar. Ela esfriou na parte externa, mas continua quente em seu ventre. Volta e meia, ainda vêm de dentro labaredas de seu calor, nas bocas dos vulcões. Mas isso não chega a esquentar a temperatura. O que esquenta são os raios do sol. Só que sem os gases e umidade que formam a atmosfera – que muitos chamam de “ar” -, os seres vivos da terra morreriam de calor no primeiro “dia” - isto é, nas horas que a terra fica de cara voltada para o sol. E se sobrevivessem, morreriam de frio à noite, nas horas em que ela se esconde do sol. Então, se a atmosfera se mantém em equilíbrio, entra calor durante o dia, mas só o que ajuda a manter a vida; é a mesma atmosfera deixar sair calor, mas não todo, durante a noite, de tal maneira que se mantenha a vida. Alguns dos gases que formam a atmosfera, de maneira especial o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso, prestam esse serviço de guardar parte do calor do sol.

Iche, acho que, agora, começo a desconfiar que sua febre tem a ver com o desequilíbrios da atmosfera. É isso mesmo?

É, sim. Do equilíbrio na composição da atmosfera depende a média da temperatura de todo o Planeta; e por meio dela, o equilíbrio mais ou menos estável de ventos, de formação de nuvens, do equilíbrio entre gelo e água em forma líquida, de movimento de mares, de neves das partes altas, de tempos de chuva e tempos secos... Quase tudo que tem a ver com a biodiversidade, incluída a vida humana, depende do equilíbrio da atmosfera e sua relação com os demais elementos que formam o que sou, a Terra. O problema, para mim e para todos os seres vivos, é que algumas coisas feitas pelos seres humanos foram provocando, e agora estão agravando cada dia mais, o desequilíbrio da atmosfera.

Como é que se deu isso? Quem fez? Será que eu também?

Acho que até você tem uma coisa a ver com isso. O número dos grandes culpados, porém, não é tão alto, mas seu poder, ganância, dureza de coração e irresponsabilidade são imensos. São os que geraram e continuam gerando riquezas para si por meio da transformação de tudo em propriedade privada e mercadoria, por meio do envolvimento das pessoas no consumo do que é vantajoso para eles e, ainda, por meio das artes loucas de fazer dinheiro a partir do dinheiro, com a especulação. O pior é que, para isso, não tiveram dúvida de ir me depenando, derrubando florestas, contaminando córregos, rios e todos os veios do solo; não tiveram dúvidas de rasgar meu ventre, para tirar de lá pedras belíssimas, minerais, óleos e gases fósseis, usando esses bens naturais como propriedade deles e como fonte do seu enriquecimento. Como precisavam cada vez mais de energia, ao queimar as fontes fósseis – carvão, petróleo, gás – foram liberando o gás carbônico – na forma de dióxido de carbono (CO2) – para a atmosfera, junto com outros gases, como o metano e o óxido nitroso, gerando o desequilíbrio de que estamos falando.

Mas isso de gerar dióxido de carbono não é coisa natural? Como é que se manteve o equilíbrio antes dos últimos 260 anos?

De fato, os seres vivos, a começar dos humanos, geram dióxido de carbono e o jogam na atmosfera ao expirar. Mas as plantas, em grandes florestas, bem como as algas e outros seres vivos dos mares, absorvem o dióxido de carbono e, em seu processo vital, geram e liberam oxigênio, alimento indispensável para os demais seres vivos. Mantinha-se, então, um relativo equilíbrio. O que aconteceu nos últimos 260 anos? Dois movimentos geradores de desequilíbrio: emissão de quantidade crescente de dióxido de carbono e outros gases na atmosfera, e diminuição dos seres vivos capazes de absorver o dióxido de carbono. Resultado: cada vez maior a quantidade de gases que guardam calor do sol na atmosfera, o que provoca aumento da temperatura da Terra, e isso leva às demais mudanças climáticas. A “estufa” em que os seres vivos vivem foi se esquentando, seja porque entra mais calor por causa do buraco de ozônio, seja porque os gases jogados na atmosfera não deixam sair todo o calor que entrou.

Entendi: é por isso que se fala de gases e efeito estufa: eles mexem no equilíbrio da estufa. Obrigado, Mãe, o papo foi muito bom, mas eu tenho o compromisso de reunir a comunidade para falar deste assunto.

(Fraternidade Viva - CNBB)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Hino da CF 2011


1. Olha, meu povo, este planeta terra:
Das criaturas todas, a mais linda!
Eu a plasmei com todo amor materno,
Pra ser um berço de aconchego e vida. (Gn 1)

Nossa mãe terra, Senhor,
Geme de dor noite e dia.
Será de parto essa dor?
Ou simplesmente agonia?!
Vai depender só de nós!
Vai depender só de nós!

2. A terra é mãe, é criatura viva;
Também respira, se alimenta e sofre.
É de respeito que ela mais precisa!
Sem teu cuidado ela agoniza e morre.

3. Vê, nesta terra, os teus irmãos. São tantos...
Que a fome mata e a miséria humilha.
Eu sonho ver um mundo mais humano,
Sem tanto lucro e muito mais partilha!

4. Olha as florestas: pulmão verde e forte!
Sente esse ar que te entreguei tão puro...
Agora, gases disseminam morte;
O aquecimento queima o teu futuro.

5. Contempla os rios que agonizam tristes.
Não te incomoda poluir assim?!
Vê: tanta espécie já não mais existe!
Por mais cuidado implora esse jardim!

6. A humanidade anseia nova terra. (2Pd 3,13)
De dores geme toda a criação. (Rm 8,22)
Transforma em Páscoa as dores dessa espera,
Quero essa terra em plena gestação!

Composição: Pe. José Antônio de Oliveira / Casimiro Nogueira

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

As cinzas e a Quaresma

Amanhã começa a Quaresma. 

Antigamente, ouvia-se falar em Quaresma, hoje só aqueles que frequentam a Igreja se importam com o momento, vivem seu significado.

Eu lembro que quando criança brincava muito na rua e junto aos meus amiguinhos, logo depois de assistir o desfile, queríamos fazer a nossa Escola de Samba, sempre vinha alguém dizer da tal da Quaresma, coisa que só fomos entender quando começamos a catequese.

A Quaresma ainda é esse mistério.

É um tempo diferente. Um momento de silêncio, não como alguns mais tradicionais dizem, mas um momento de reflexão, daqueles bem íntimos entre você e Deus.

São 40 dias de oração, jejum e caridade. Oração eleva o espírito, faz o coração mais leve, acalma, transforma, nos traz o opção do silêncio para ouvir a voz de Deus de forma diferente.

Jejum não é sinônimo de fome, mas de abrir mão de algo importante para concentrar as forças na transformação.

Caridade porque de nada adianta tanta oração, tanta palavra bonita, se é incapaz de ajudar aquele que mais precisa, aqui também não se fala só de pão. Tem muita gente querendo ser ouvida sem quem a ouça, outros que precisam somente de um abraço, de um ombro amigo. Vivemos num mundo onde o comum é incomum.

Vejam como o site Catequisar define a penitência e a conversão: " A penitência, tradução latina da palavra grega “metanóia”, que na Bíblia significa conversão (literalmente, mudança de espírito) do pecador, designa todo um conjunto de ações interiores e exteriores dirigidas para a reparação do pecado cometido e o estado das coisas que resulta dele para o pecador. Literalmente, mudança de vida se diz do ato do pecador de voltar a Deus depois de ter estado distante de Deus, o do incrédulo que alcança a fé."


Espero que eu e vocês consigamos, mesmo correndo, acordando cedo, trabalhando, estudando e tantas outras coisas, possamos nos dedicar a nossa conversão, a transformação do nosso eu: o primeiro passo para construir um mundo novo.

Para encerrar deixo uma definição retirada do site do Frei Rinaldo em 2004, o site não está mais no ar, mas deixo a fonte.

Rafaela Andrade


" Começamos, na quarta-feira de cinzas, o tempo de quaresma. Um tempo muito oportuno para rever os nossos exageros "mundanos" e redirecionar os nossos passos no caminho da fé e da esperança e do amor. A quaresma nos convida a intensificar mais a nossa vida de oração, de jejum e da prática da caridade. É sempre um convite a acompanharmos a trajetória de Cristo rumo ao Calvário, para saborearmos em plenitude a vitória da Ressurreição. Ele mesmo disse:
Quem quiser me seguir...tome, cada um, a sua cruz e siga-me". Portanto, caminhando com Ele, venceremos como Ele. Quem não fizer isso, não vai sentir a alegria da vitória final. Se você ainda não fez nenhum propósito de mudança na sua vida...ainda há tempo! Só os corajosos têm esta determinação de mudar algo na vida! Seja um deles! Não deixe passar este tempo em vão! Jesus Cristo fez tanto por nós (por mim e por você) que Ele merece uma pequena consideração de nossa parte, não é mesmo? Seja corajoso! Seja corajosa. Que não aconteça de chegar o fim da quaresma e você "perdeu" esta oportunidade de tornar a sua vida mais significativa e santa!"
Frei Rinaldo

Hino da Campanha da Fraternidade 2010

terça-feira, 16 de junho de 2009

Convite: Festa Sagrado Coração


Comunidade Sagrado Coração convida:
Novena em andamento desde 10/06
Quermesse dias 20 e 21, 27 e 28 de junho.

Procissão e Missa do Padroeiro:
Dia 19 de junho.

Todos estão convidados.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA


Dois poemas de Carlos Drumond de Andrade podem servir de referência para entrar no tema da Campanha da Fraternidade de 2009, “Fraternidade e Segurança Pública”, com o lema “A paz é fruto da justiça”. Depois dos embalos do samba de do frevo, depois do desfile das escolas e dos blocos, a pergunta se impõe: E Agora José? A festa acabou, os holofotes se apagaram, as alegorias se recolheram, as bandeiras baixaram, o brilho murchou, os risos encolheram, o povo silenciou e a multidão sumiu... E agora José? É quarta-feira de cinzas, a ressaca deixou um gosto amargo na boca, o despertador volta a incomodar, o cotidiano vira rotina... E agora José?


Terminada a avalanche de luzes e sons, bandeiras e cores, musas e foliões, sobrou, viva e dolorida, a chaga da violência. Violência no trânsito e nas periferias urbanas, onde os jovens são os mais atingidos; a violência da fome ao lado de imensos latifúndios vazios, improdutivos e cercados; a violência da devastação indiscriminada e insustentável do meio ambiente e dos recursos que a natureza nos dispõe; a violência oculta, simulada e até protegida pela inviolabilidade do lar, que continua vitimando sobretudo as crianças e as mulheres; a violência dos presídios e cadeias, onde a dignidade humana se vê aviltada ao limite pela superlotação, a humilhação e a tortura; a violência do tráfico, da droga e da exploração sexual; a violência no campo contra indígenas, quilombolas e sem-terra... E tantas outras formas de violência.


Violências que, somadas e multiplicadas, representam uma guerra. Uma guerra contra a vida humana, animal e vegetal. Uma guerra onde há balas e bombas, sem dúvida, mas onde as bombas mais devastadoras explodem em silêncio. O silêncio do olhar faminto e desesperado, das cicatrizes e hematomas ocultas por todo o corpo, do soluço travado e engolido junto com a lágrima não vertida, das portas fechadas e muros eletrificados, de caminhadas em vão atrás de uma sobrevivência cada vez mais precária, do pão da esmola que fere como faca afiada, da
exposição nua e crua aos holofotes da mídia antes mesmo de qualquer julgamento, do bombardeio do marketing e da publicidade.


Aqui entra em cena o segundo poema de Carlos Drumond. No meio do caminho tinha uma pedra. Por trás desses rostos e corpos marcados por feridas seculares, a crise mundial torna mais aguda a ameaça do desemprego e subemprego. Faz crescer também os fluxos migratórios, uns de retorno e desilusão, outros de abertura e esperança a novos horizontes. Historicamente, em tempos de crise as pessoas se movem. Há uma dupla face desses deslocamentos de massa, que reproduz a dupla face da crise. Se, por um lado, escancaram as assimetrias e injustiças da economia globalizada e neoliberal, por outro, exigem mudanças estruturais nas relações econômicas, políticas, sociais e culturais. A marcha dos pobres, migrantes e excluídos faz mover a história.


A CF/2009 deixa claro que a paz, para florescer, pressupõe um solo de justiça. Ou, como dizia Paulo VI na carta encíclica Populorum Progressio, publicada durante os anos sombrios da guerra fria, mais precisamente em 1967, “o desenvolvimento é o novo nome da paz”. Numa palavra, o sonho da paz, talvez o mais profundo do ser humano, exige que muitas pedras sejam removidas do meio do caminho. Entre elas, o acúmulo da riqueza e da terra em poucas mãos, o desequilíbrio das relações internacionais, a corrupção na área da política, a violação dos direitos humanos, a ditaduras abertas ou disfarçadas de democracia, as múltiplas agressões ao planeta Terra, a precariedade ou ausência dos serviços públicos: segurança, saúde, alimentação, educação, transporte, lazer, habitação...


Tudo poderia ser resumido numa pergunta: como pode ter paz um pai ou mãe que vê seus filhos sofrendo de fome e de frio, em permanente insegurança, ameaçados pela droga e o sexo fácil, sem perspectiva de vida e de futuro?!...

Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS