quarta-feira, 24 de março de 2010

A Páscoa é nossa vocação

A partir da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo se fortalece a convicção dos vocacionados e vocacionadas que, confirmados em sua vocação, são enviados à missão

A Páscoa é nossa vocação, tanto no sentido de passagem ou êxodo rumo à terra prometida, quanto no significado de uma vida nova que brota no coração que celebra, na intensidade litúrgica, o mistério da morte e ressurreição do Senhor. É exatamente esta acentuada tonalidade pascal de nossa vocação e missão que desejamos meditar neste espaço.

Fora da esfera da Páscoa de Jesus Cristo nenhuma vocação encontra sentido e muito menos a nossa de consagrados e consagradas. Seríamos seguidores e seguidoras de um jovem crucificado, portador de nobres ideais, mas que jazia no túmulo frio onde repousava um corpo sem vida e abatido diante do triunfo da morte, expressão do egoísmo, da injustiça e de outras maldades.

A Páscoa é a festa da vida. A partir da Páscoa de Jesus Cristo temos a plena convicção de que somos vocacionados seguidores do crucificado ressuscitado, que nos confirma na vocação e nos envia à missão. Ambas, vocação e missão, são sinais de vida e estão à serviço dela.

A vocação como experiência da cruz
Desde o chamado de Deus e do sim que pronunciamos em nossa resposta vocacional percebemos a presença da cruz (Jo 15,20). Nosso sim, contrariando talvez as próprias expectativas, não nos isenta do sofrimento e de tantas contradições. A resposta generosa ao chamado de Deus que renovamos no cotidiano da vida bem que poderia ser a garantia de que a cruz estaria sempre longe dos vocacionados, e a certeza da ausência de qualquer contradição que manifestasse nossa fragilidade e incoerências. Mas nada disso acontece. Antes, a fragilidade nos acompanha ao longo do caminho vocacional que vamos trilhando no dia a dia da história.

Muitos pensam que os vocacionados, por causa da generosidade de sua resposta e da grandeza de sua opção vocacional, são poupados da cruz que se manifesta nas situações difíceis da aventura humana. Mas sabemos pela própria experiência que a realidade não é bem assim. Nossa vocação passa de alguma maneira e de diferentes formas pelo monte calvário, onde fora crucificado o Mestre que seguimos. Por mais radical que seja a nossa opção vocacional e por mais profunda que seja a entrega incondicional do vocacionado à causa do reino, ainda assim, ninguém esta isento da cruz. Mas isso não é motivo de desânimo nem justificativa para rever a opção ou mudar a direção do caminho.

Na realidade, os sofrimentos e as contradições que enfrentamos no desenvolver e na vivência de nossa vocação nos aproximam de Jesus crucificado e nos permitem aprofundar o sentido de nossa opção e suas conseqüências para a sociedade, para a Igreja e para o reino. De outra parte, devemos ter medo de uma vocação sem cruz, sem sofrimentos e dificuldades. Isso poderia ser sinal de comodismo, de indiferença aos problemas do mundo e claro sinal da ausência do profetismo que caracteriza a vocação dos seguidores de Jesus Cristo.

Uma vocação sem cruz certamente esta longe da radicalidade evangélica de amor incondicional aos irmãos, principalmente aos menos favorecidos, e da defesa da justiça. Deus nos livre de uma vocação tipo “mar de rosas”, sem dificuldades, doce, tranqüila e bastante cômoda e repleta de certezas. Antes, pedimos a Ele a força da fé, a sabedoria no discernimento constante e a humildade para enfrentar as cruzes com fidelidade evangélica e olhando sempre para o Crucificado, que nos ensina a levar a cruz com o coração amoroso e não com os ombros de um escravo. Pois levá-la com os ombros seria experimentar a escravidão, sentir o peso de um castigo que é desconhecido pelos vocacionados, que carregam o madeiro com a força que vem do coração, dispostos a seguir Jesus a qualquer preço e sem nenhuma condição ou pedido de recompensa.

A realidade pascal da vocação
Se a cruz de uma ou de outra maneira marca o caminho de cada vocacionado, que desde a própria fragilidade busca ser “luz do mundo e sal da terra” (Mt 5,13.14), ela também nos prova e nos permite dar testemunho de adesão amorosa e fiel ao evangelho de Jesus Cristo. Por isso, não temos nenhuma dúvida em afirmar que a vivência de cada vocação comporta uma experiência pascal. Nela vivemos situações de cruzes e dificuldades, mas também recebemos a graça de uma vida nova que nos permite sentir o gosto da vitória de Cristo Ressuscitado.

Cada dia nos é oferecida a oportunidade de dar testemunho de Jesus Cristo e de ratificar nossa opção vocacional. Sacerdotes, religiosos ou cristãos leigos, todos somos chamados a repetir a experiência dos discípulos de Emaús e a caminhar com o Ressuscitado que nos acompanha, mesmo quando o coração está ferido ou decepcionado e chega a pensar que já não há mais espaço para a esperança (Lc 24,13-35).

Nem a cruz, nem qualquer outra contradição e dificuldade, poderá nos afastar do amor de Cristo (Rm 8,35). Esta é a convicção do apóstolo dos gentios que também bate em nosso coração vocacionado e pascal. Caminhamos com plena certeza de que o Ressuscitado nos acompanha e nos abençoa na vivência vocacional e no desenvolvimento de nossa missão (Mt 28,19-20). Aquele que nos chamou para segui-lo, deixando as barcas e as redes para trás (Mc 1,16-20), é o mesmo que nos oferece garantias de que estará sempre conosco pelos caminhos da Galiléia (Mc 15,7), deste novo tempo marcado pelos desafios da ideologia neoliberal e da globalização.

Páscoa é vida nova para todos nós, qualquer que seja a vocação abraçada, à qual nos esforçamos para viver plenamente no interior de nossas comunidades. Nesta solenidade de cruz e ressurreição, todos são chamados a renovar a opção vocacional e a dar testemunho transparente de Jesus Cristo vivo dentro de nós e no meio do mundo. Podemos até sentir o peso da cruz e cansar ao longo da caminhada, mas não temos motivos para nos desanimar se nossa fé aponta para o Ressuscitado, que não nos abandona em meio às tribulações da história e nem nos deixa sozinhos na missão.

A vocação como Páscoa (êxodo - passagem)

Se a opção vocacional sempre exige uma ruptura, um êxodo ou uma passagem de uma para outra realidade, podemos então confirmar que a experiência vocacional tem algo pascal no sentido de busca da terra prometida, conforme experimentou o povo de Deus sob a liderança de Moisés (Ex 3). Tal experiência, de saída da situação de escravidão no Egito em direção à “terra do leite e mel”, acontece com cada vocacionado. Ao escutar e responder ao chamado vocacional, deixamos uma determinada situação e nos colocamos a caminho na esperança de realizar nossos sonhos e de concretizar a vocação recebida como dom. Na dinâmica vocacional de chamado-resposta há sempre uma experiência de êxodo, que nem sempre é fácil e para uns custa mais do que para outros. Assim deparamo-nos com outra realidade inerente a toda vocação: a coragem do êxodo.

O chamado vocacional exige esta capacidade de sair, deixar e partir, a exemplo do velho Abraão (Gn 12). Bem verdade, na vivência de nossa vocação, qualquer que seja ela, há sempre a necessidade de sair, mudar e partir. Às vezes, trata-se de uma experiência histórica no sentido de deixar um lugar, uma casa e uma comunidade para ir rumo a novas e desafiadoras realidades. Outras vezes, devemos fazer um êxodo espiritual, deixar antigas maneiras de viver nossa opção e buscar um jeito novo, que traz oxigênio para nosso espírito e coração. Se nos acomodamos e perdemos a capacidade de fazer os necessários êxodos vocacionais e missionários, corremos o risco de ficar repetindo os velhos esquemas, dizer sempre as mesmas coisas e esquecer de avançar para as águas mais profundas de nossa opção vocacional.

Neste sentido, também meditamos a Páscoa situando-a no âmbito das diversas passagens que somos chamados a realizar ao longo do caminho vocacional que percorremos. São passagens ou êxodos que nos permitem aprofundar o significado da Páscoa e nos chamam à conversão. Cada êxodo que fazemos, mesmo se por caminhos que cruzam o deserto, nos oferece a oportunidade de testemunhar o Ressuscitado e assinalar a Páscoa definitiva de nossa vocação.

Chamados a dar testemunho do Ressuscitado
Nossa vocação cristã no atual contexto histórico é um compromisso a ser, mais que em outros tempos, aqueles que testemunham e anunciam a boa notícia de Jesus Cristo vivo no meio do mundo. Em outras palavras, podemos afirmar que nossa vocação coincide plenamente com a esperança e com a fé alicerçada em Deus, que guia a história e nos chama a conduzi-la pelos caminhos do evangelho.

Nossa vocação, em última análise, é dar testemunho da ressurreição do Crucificado e caminhar até a total realização do reino. Desta maneira, celebrar a Páscoa do Senhor é para nós, vocacionados e vocacionadas, a graciosa oportunidade de repetir o gesto do jovem Tomé de tocar com as próprias mãos o Cristo ressuscitado. Como ele, também nós, na fragilidade da fé, carregamos as dúvidas, dentre outros sinais de incredulidade. Mas também temos, ao lado de nossas fraquezas, a força da fé que nos faz testemunhas de Jesus e construtores de seu reino.

Não somos seguidores de um fantasma, e muito menos de um magnífico discurso ou teoria religiosa. Quem nos chamou, e aquele ao qual seguimos, não é outro senão Jesus Cristo, morto e ressuscitado, que nos confirma no seguimento e nos antecipa na missão de construir o reino. Esta é a fé que transborda em nosso coração vocacionado neste tempo pascal que celebramos com amor e esperança. Aqui fincamos as raízes mais profundas de nossa vocação, que se realiza em meio às adversidades e cruzes até à Páscoa definitiva de cada vocacionado em Cristo.

Vida nova para todos vocacionados
A participação junto com nossas comunidades na celebração do tríduo pascal, nos renova e nos dá novo ânimo na vivência da vocação a qual fomos chamados desde o ventre materno (Jr 1,5). Todos os anos, em cada Páscoa, temos a oportunidade de meditar o mistério da Páscoa de Jesus e refazer a opção vocacional diante do Ressuscitado.

A Páscoa é o melhor momento para meditar nossa vocação, aprofundar nossas opções e rever as alternativas que vamos assinalando nos passos da caminhada e no desenvolvimento de nossa missão. Nesta festa solene, que nos remete a história do antigo e do novo povo de Deus, percebemos o peso e o sentido da cruz, o vazio do sábado à beira do túmulo e a alegria da ressurreição. Não resta dúvida, que em cada Páscoa que celebramos o coração se renova, a vocação se fortalece e experimentamos a vida nova junto ao Ressuscitado.

Durante a semana santa, revivemos cada passo de Jesus, sua vida, seu ministério, a tragédia do calvário e a glória da ressurreição. Cada um destes momentos litúrgicos desperta em nosso coração vocacionado algumas dimensões, que talvez vão perdendo seu vigor no decorrer do ano em meio a tantas atividades que realizamos. Importa chegar ao domingo da ressurreição submersos pela alegria do amor, a ousadia do perdão e a força do Cristo vivo que caminha conosco como Emanuel – Deus conosco – pelos caminhos da missão (Mt 1,23; 28,20). Por isso, podemos afirmar e concluir que a Páscoa é uma festa vocacional onde cada um dos chamados renova e aprofunda sua opção pelo Ressuscitado.

Texto extraído do site
http://www.pnsg.com.br/

Enviado por Pe. Paulo Caovila

domingo, 21 de março de 2010

JPC - 10 Anos



Hoje a Comunidade São Judas estava em festa ... isso porque o grupo de jovens JPC (Jovens para Cristo) comemorou uma notória e importante caminhada de 10 anos.
Não é fácil chegar a tamanha data!
O grupo teve como fundadores Fabrício, Guido, Crsitiano e Fabiana.
Destes Fabrício é um dos atuais coordenadores - junto com a Flávia, já Fabiana e Cristiano unem forças como atuais madrinha e padrinho.
Fabiana, conta que no começo eles eram da infância missionária, que perseveraram e foram tocados a criar um grupo de Jovens na Comunidade, e assim foi feito. Juntos idealizaram o nome e um fato interessante é que o grupo só veio ter sua 1ª camisa (verde), em meados dos 7 anos! Hoje estão na 2ª camiseta (preta e branca).
A semente plantada a dez anos atrás, germinou e vêm dando frutos, hoje o grupo conta com 20 componentes, numa média de idade entre 14 a 28 anos, firmes e apoiados pela comunidade, esbanjam talento pela Paróquia, sempre com inúmeras coreografias de Entrada da Bíblia, mas a qualidade artística não pára por aí, eles também realizam anualmente a Noite do Teatro e muitos dos integrantes do JPC fazem parte do Grupo Filhos de Davi (Ministério de Dança) que sempre animam em eventos paroquiais.
Parabéns e prosperidade ao grupo.
Que a data duplique, triplique...
E cada vez mais jovens façam parte dessa história.

Você também pode descobrir o segredo dessa caminhada! Os encontros do grupo acontecem sempre aos domingos, às 16hs na Comunidade São Judas.

sábado, 20 de março de 2010

Parte VII - O desafio de quem trabalha com a juventude

7. Bons catequistas educam para o sacramento da crisma, catequistas fascinantes educam para a vida

Este hábito dos catequistas fascinantes contribui para desenvolver: solidariedade, superação de conflitos psíquicos e sociais, espírito empreendedor, capacidade de perdoar, de filtrar estímulos estressantes, de escolher, de questionar, de estabelecer metas.

Um bom catequista prepara seus jovens para o sacramento da crisma, um catequista fascinante os educa para a vida. Catequistas fascinantes são cristãos revolucionários. Os mestres fascinantes podem ser desprezados e ameaçados, mas sua força é imbatível. São incendiários que inflamaram a sociedade e a comunidade com o calor da sua inteligência, compaixão e singeleza. São fascinantes porque são livres, são livres porque pensam, pensam porque amam solenemente a vida.
Os catequistas fascinantes são promotores de auto-estima. Dão uma atenção especial aos alunos desprezados, tímidos e que recebem apelidos pejorativos. Como poetas, estendem a sua mão e mostram-lhes sua capacidade interior. Estimulam-nos a usar a dor como adubo para seu crescimento. Deste modo os catequistas preparam os jovens para sobreviver nas tormentas sociais.
Os catequistas fascinantes objetivam que seus alunos sejam lideres de se mesmos. Proclamam de diversas formas em sala de aula aos seus crismandos: “Que vocês sejam grandes cristãos. Dêem testemunho, não tenham medo de falhar. Se falharem, não tenham medo de chorar. Se chorarem, repensem a sua vida, mas não desistam. Dêem sempre uma nova chance a si mesmos.”
Digam também aos jovens nas suas maiores tribulações: “Os perdedores vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva e com ela a oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante de suas perdas e frustrações. Os vencedores vêem a oportunidade de mudar tudo de novo. Nunca desistam de seus sonhos.”
Prepare seus crismandos para explorarem o desconhecido, para não terem medo de falhar, mas medo de não tentar. Ensine-os a conquistar experiências originais, através da observação de pequenas mudanças e da correção de grandes rotas.
Leve os jovens a ter flexibilidade no trabalho e na vida, pois só não muda de idéia quem não é capaz de produzi-la. Leve-os a extrair de cada lágrima uma lição de vida.


Baseado no livro "Pais brilhantes, professores fascinantes" do Psiquiatra, cientista e autor Augusto Cury. pags 57 a 81.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Parte VI - O desafio de quem trabalha com a juventude


6. Bons catequistas corrigem comportamentos, catequistas fascinantes resolvem conflitos nos encontros de crisma


Este hábito dos catequistas fascinantes contribui para desenvolver: superação da ansiedade, resolução de crises interpessoais, socialização, proteção emocional, resgate da liderança do eu nos focos de tensão.

Bons catequistas corrigem o comportamento agressivo do crismando. Catequistas fascinantes resolvem conflitos nos encontros de crisma. Entre corrigir comportamentos e resolver conflitos há uma distância maior que do que imaginamos. Resolver conflitos durantes os encontros é um tema novo em nossa realidade.


Em primeiro lugar é preciso conhecer a síndrome SPA. Em segundo, os catequistas necessitam proteger sua emoção diante do calor dos conflitos dos crismandos, caso contrario, um atrito poderá desgastá-lo profundamente. Em terceiro lugar, diante de qualquer atrito, ofensa ou crise entre os crismandos ou dos crismandos com o catequista, a melhor resposta é não dar resposta alguma. Nos primeiros trinta segundos em que estamos tensos, cometemos nossos piores erros, nossas piores atrocidades. No calor da tensão, seja amigo do silêncio, respire fundo.


Por que usar a ferramenta do silêncio? Porque emoção fecha o território da leitura da memória, obstruindo a construção de cadeias de pensamentos. Deste modo, reagimos por instinto, como animais, e não com a inteligência.
Em quarto lugar, não procure dar lição de moral em foi agressivo. Este procedimento é usado desde a idade pedra e não é eficaz, não gera um momento educacional, pois a emoção do agressor está tensa, e sua inteligência, obstruída.


O que fazer? Surpreenda seus alunos. Leve-os a pensar, a mergulhar dentro de si mesmos, a se confrontar consigo mesmos. Não é uma tarefa fácil, mas é possível. Se o jovem for agressivo, seja bondoso. Se ele gritar, fale normalmente e educação. Assim você irá surpreendê-lo. O afeto e a inteligência curam as feridas da alma.

sábado, 13 de março de 2010

Parte V - O desafio de quem trabalha com a juventude

5. Bons catequistas são mestres temporários, catequistas fascinantes são mestres inesquecíveis.

Este hábito dos catequistas fascinantes contribui para desenvolver: sabedoria, sensibilidade, afetividade, serenidade, amor pela vida, capacidade de falar ao coração, de influenciar pessoas.
Um bom catequista é lembrado no tempo da crisma. Um catequista fascinante é um mestre inesquecível. Um bom catequista procura os crismandos, um catequista fascinante é procurado por eles. Um bom catequista é admirado, um catequista fascinante é amado.
Ser um mestre inesquecível é formar seres humanos que farão diferença no mundo. Seu testemunho marca para sempre a memória de seus jovens. O tempo pode passar e as dificuldades podem surgir, mas as sementes de um catequista fascinante jamais serão destruídas.

Temos o exemplo de Jesus. As sementes que ele plantou nos solos da memória dos seus discípulos inspiraram a inteligência, libertaram a emoção, romperam o cárcere do medo, fizeram dos jovens galileus, tão despreparados da vida, uma casta de finos pensadores. Jesus se tornou o mestre inesquecível porque arejou a mente humana com a habilidade de pensar. Nunca alguém tão grande se fez tão pequeno para tornar grandes os pequenos.
Seja um catequista fascinante. Inspire a inteligência dos seus crismandos, leve-os a enfrentar seus desafios e não apenas a ter cultura informativa. Estimule-os a gerenciar seus pensamentos e a ter um caso de amor com a vida. Transmita sua experiência de vida. As experiências são cravadas no coração.

domingo, 7 de março de 2010

Você prestou atenção?

 

Vocês já prestaram atenção na letra dessa música? Conseguem visualizar o que está música quer de nós? 
Então leiam atentamente, é do grupo Titãs e o tema de abertura da novela Cama de Gato. 

Pelo Avesso

Titãs

Composição: Sérgio Britto
Vamos deixar que entrem
Que invadam o seu lar
Pedir que quebrem
Que acabem com seu bem-estar
Vamos pedir que quebrem
O que eu construi pra mim
Que joguem lixo
Que destruam o meu jardim
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Vamos deixar que entrem
Que invadam o meu quintal
Que sujem a casa
E rasguem as roupas no varal
Vamos pedir que quebrem
Sua sala de jantar
Que quebrem os móveis
E queimem tudo o que restar
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero
Vamos deixar que entrem
Como uma interrogação
Até os inocentes
Aqui já não tem perdão
Vamos pedir que quebrem
Destruir qualquer certeza
Até o que é mesmo belo
Aqui já não tem beleza
Vamos deixar que entrem
E fiquem com o que você tem
Até o que é de todos
Já não é de ninguém
Pedir que quebrem
Mendigar pelas esquinas
Até o que é novo
Já esta em ruinas
Vamos deixar que entrem
Nada é como você pensa
Pedir que sentem
Aos que entraram sem licença
Pedir que quebrem
Que derrubem o meu muro
Atrás de tantas cercas
Quem é que pode estar seguro?
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero

Me faltam palavras para perguntar que tipo de mensagem se quer passar quando se escreve algo assim? O que se quer conseguir quando você diz que não acredita mais? Que quer um inferno pra você?

Pedir lixo, prisão, desespero, humilhação...
É muita depressão? Ou muito o que? Sei lá. Só sei que tudo já é tão difícil, são tantas dificuldades e cantar o ruim, não faz nada bem..