segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Parte III



3. Bons catequistas educam inteligência lógica, catequistas fascinantes educam a emoção.

Este habito de catequistas fascinantes contribui para desenvolver: segurança, tolerância, solidariedade, perseverança, proteção contra estímulos estressantes, inteligência emocional e interpessoal.
Bons catequistas ensinam seus crismandos a explorar o mundo em que estão do imenso espaço ao pequeno átomo. Catequistas fascinantes ensinam os jovens a explorar o mundo que são, o seu próprio ser. Sua educação segue as notas da emoção. A emoção pode transformar ricos em paupérrimos, intelectuais em crianças, poderosos em frágeis seres.
Eduque a emoção com inteligência. E o que é educar a emoção? È estimular o jovem a pensar antes de reagir, a não ter medo do medo, a ser líder de si mesmo, autor da sua história, a saber filtrar estímulos estressantes e a trabalhar não apenas com fatos lógicos e problemas concretos, mas também com contradições da vida. Educar a emoção também é se doar sem esperar retorno, ser fiel á sua consciência, extrair prazeres dos pequenos estímulos da existência, saber perder, correr riscos para transformar os sonhos em realidade, ter coragem para andar por lugares desconhecidos.
Infelizmente mergulhamos na sociedade sem qualquer preparo para viver. Somos vacinados desde a infância contra vírus e bactérias, mas não recebemos nenhuma vacina contra as decepções, frustrações e rejeições. Quantas lagrimas, doenças psíquicas, crises no relacionamento e até suicídios poderiam ser evitados com a educação da emoção. Temos que formar jovens que tenham uma emoção rica, protegida e integrada.

Pe. Bruce Eder - baseada no livro "Pais brilhantes, professores fascinantes" do Psiquiatra, cientista e autor Augusto Cury. pags 57 a 81.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A fé do povo Haitiano


Hoje, enquanto almoçava vi uma imagem conhecida na TV junto a outra tão dolorida e triste: era nosso querido Pe. Jacky, haitiano, falando da dor e da luta de seus compatriotas após o terremoto.

Claramente emocionado falou que até agora não conseguira falar com os pais e familiares, que apenas sabia que haviam sobrevivido. Disse que se perguntava: E minha mãe, meus irmãos, as pessoas conhecidas, o ser humano, a capital?

A repórter perguntou se o povo haitiano era um povo de fé e ele respondeu: " A fé, a esperança, nós não podemos perder. Esperança de reconstruir e de construir uma vida melhor, porque a esperança nos dá força para alcançar... O povo haitiano tem esperança. "

Quem conhece o Padre Jacky sabe o quanto é grande sua fé e como nos fortalece ouvi-lo e sentir essa esperança que sai de suas palavras e de seu coração.

A comunidade de Vicente de Carvalho está em oração.

Quem quiser assistir a reportagem basta clicar no site da TV Tribuna.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O desafio de quem trabalha com a juventude - Parte II



2. Bons catequistas possuem metodologia, catequistas fascinantes possuem sensibilidade


Este hábito dos catequistas fascinantes contribui para desenvolver: auto-estima, estabilidade, tranqüilidade, capacidade de contemplação do belo, de perdoar, de fazer amigos e de socializar.


Bons catequistas falam com a voz, catequistas fascinantes falam com os olhos. Bons catequistas são didáticos, catequistas fascinantes vão além. Possuem sensibilidade para falar ao coração dos crismandos.

Seja um catequista fascinante. Fale com uma voz que expresse emoção. Mude de tonalidade enquanto fala. Assim, você cativará a emoção, estimulará a concentração e aliviará a SPA dos jovens. Eles desacelerarão seus pensamentos e viajarão no mundo de suas idéias.

Um catequista fascinante é mestre da sensibilidade. Ele sabe proteger a emoção nos focos de tensão. Isso significa não deixar que a agressividade e as atitudes impensadas dos seus crismandos roubem a sua tranqüilidade. Entende que os fracos excluem, os fortes acolhem, os fracos condenam, os fortes compreendem. Ele procura acolher cada jovem e compreende-lo, mesmo os mais difíceis.

Os catequistas são insubstituíveis porque a gentileza, a solidariedade, a tolerância, a sensibilidade, os sentimentos altruístas, enfim, todas as áreas da sensibilidade não podem ser ensinadas por máquinas, e sim por seres humanos.


Baseado no livro "Pais brilhantes, professores fascinantes" do Psiquiatra, cientista e autor Augusto Cury. pags 57 a 81.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Uma grande obra, um grande vazio



Como falar de uma mulher que fez tanto por tanta gente?
Colocar o amor, a dedicação, a solidariedade de tudo o que ela ensinou a quem quisesse aprender.

A Pastoral da Criança é um trabalho simplesmente incrível e salva muitas vidas todos os dias. Esse amor pelos pobres, essa dedicação pelas crianças. Quanta gente esquece que sem as crianças não teremos o amanhã, o futuro depende do hoje, começa hoje.

Quem não sabe do que se trata, deveria conhecer, deveria participar, aprender a força que o amor tem e como transforma. O resto é conversa, não muda.

A comunidade está em oração por todo o povo do Haiti, por conforto a todo o sofrimento daquele povo já tão sofrido, tão humilhado por tantas guerras e interesses políticos. A comunidade está em oração por todos os mortos, que encontrem paz e descanso onde estiverem.

Para encerrar este post, tão triste, deixo um pouco da história da fundadora da Pastoral da Criança, lembrando que ainda temos mais 6 dicas sobre o trabalho com a juventude.

Rafaela Andrade



Trabalho de Zilda Arns beneficiou mais de 2 milhões de crianças

Por Maurício Savarese - Do UOL Notícias

A médica Zilda Arns Neumann, 75, coordenadora da Pastoral da Criança e três vezes indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelo Brasil, foi inspirada a iniciar seu trabalho em 1982, depois de um membro das Nações Unidas incumbir seu irmão, o cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, de promover a redução da mortalidade infantil no país por meio da Igreja Católica.

Formada em medicina e com especializações em educação física e pediatria, o trabalho de Zilda com crianças começa no Hospital Cezar Pernetta, na capital paranaense, entre 1955 e 1964. Depois de trabalhar em outras instituições, ela reforça seus laços com os jovens e com a Igreja - também graças ao irmão cardeal, ícone da luta contra o Regime Militar (1964-1985) e desde o início um dos maiores advogados das ações da Pastoral.

Ações de Zilda Arns se estenderam pelo mundo
Pouco depois da fundação da Pastoral da Criança, ligada à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chegou o apoio do Unicef, agência da ONU que apóia técnica e financeiramente projetos e ações pela sobrevivência, desenvolvimento e proteção de crianças e adolescentes.

Zilda levou a primeira ação da entidade a Florestópolis, no Paraná, onde o índice de mortalidade chegava a 127 mortes a cada mil crianças. Após um ano de atividade, o índice recuou para 28 mortes a cada mil nascimentos. O sucesso inicial incentivou a Igreja a expandir a Pastoral da Criança para todos os Estados do país.

"Um projeto como esse seria essencial para ensinar as mães a cuidar dos filhos", disse Zilda em entrevista a uma publicação católica. "Sempre percebia que elas tinham filhos doentes porque erravam. Quando se inicia algo que vai ao encontro de uma necessidade, a perspectiva de sucesso é maior. E isso não tem fronteiras."

A Pastoral estima que cerca de 2 milhões de crianças e mais de 80 mil gestantes sejam acompanhadas todos os meses pela entidade em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania.

Coordenadora
Até sua morte no terremoto do Haiti na terça-feira (12), Zilda coordenava cerca de 155 mil voluntários, presentes em mais de 32 mil comunidades em bolsões de pobreza em mais de 3.500 cidades brasileiras.

"Trabalhamos com alfabetização, que é um fator importante na campanha para a paz. Ela começa com a educação das crianças, trabalhando a autoestima das líderes, com reuniões de reflexão na comunidade. Ensinamos as líderes a ouvir as famílias e identificar sinais de violência dentro de casa", afirmou Zilda na entrevista.

"O fato de elas visitarem mais de 1 milhão de famílias todos os meses no Brasil inteiro cria um vínculo para que as famílias tenham com quem falar, discutir suas ideias e apresentar seus problemas", afirmou ela na entrevista.

O trabalho de Zilda Arns serviu de modelo para vários países, como Angola, Moçambique, Guiné-Bissau; Timor Leste, Filipinas, Paraguai, Peru, Bolívia, Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Equador e México. Em algumas dessas nações a própria médica ministrou cursos sobre como estruturar as ações.

Em 2008, Zilda participou da instituição da Pastoral da Criança Internacional, no Uruguai. Entre os fundadores estão os cardeais arcebispos Dom Geraldo Majella Agnelo, de Salvador, e Dom Odilo Pedro Scherer, de São Paulo, entre outros líderes religiosos e da sociedade civil.

Além do trabalho reconhecido mundialmente com as crianças, Zilda também era fundadora e coordenadora da Pastoral da Pessoa Idosa, fundada em 2004. A entidade visa capacitar líderes locais para ajudar idosos a controlar as vacinas, evitar acidentes domésticos e identificar doenças físicas e emocionais.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O desafio de quem trabalha com a juventude


Estava outro dia navegando pela Internet e encontrei o Blog do Pe. Bruce Eder, nele havia uma reflexão, na verdade uma adaptação baseada no livro "Pais brilhantes, professores fascinantes" do Psiquiatra, cientista e autor Augusto Cury. pags 57 a 81.

O texto vem ao encontro de muitos medos e desafios daqueles que trabalham com a juventude, principalmente o catequista de Crisma. Não que todos possam ser brilhantes a ponto de ter essas 7 características, mas claro que podemos aprender com a reflexão, com a explanação e tentar aplicar.

Começarei hoje a colocar aqui os tópicos, em 7 posts. Aproveitem!!!
Feliz Ano Novo para vocês!!!

1. Bons catequistas são eloqüentes, catequistas fascinantes conhecem o funcionamento da mente

Este hábito dos catequistas fascinantes contribui para desenvolver no crismando: capacidade de gerenciar os pensamentos, administrar as emoções, ser líder de si mesmo, trabalhar perdas e frustrações, superar conflitos.

Bons catequistas têm um bom conhecimento da doutrina cristã e transmitem com segurança e eloqüência as informações nos encontros de crisma. Os catequistas fascinantes ultrapassam essa meta. Eles procuram conhecer o funcionamento da mente dos jovens para catequizar melhor. Para eles, cada crismando não mais um jovem, mas um ser humano complexo, com necessidades peculiares.

Os catequistas fascinantes transformam a informação em conhecimento e o conhecimento em experiência.Toda e qualquer tipo de educação passa por uma crise sem precedentes. Os jovens estão alienados, não se concentram, não têm prazer em aprender e são ansiosos. O palco da mente das jovens de hoje é diferente dos jovens do passado. A qualidade e a velocidade dos pensamentos mudaram. O catequista fascinante precisa entender a mente do jovem e procurar respostas incomuns, diferentes daquelas a que eles estão acostumados.

A síndrome SPA (Sindrome do Pensamento Acelerado)
A televisão mostra mais de sessenta personagens por hora com as mais diversas características e personalidade. Essas imagens são registradas na memória e competem com a imagem dos pais e professores. Os catequistas perdem a capacidade de influenciar no mundo psíquico dos jovens. Seus gestos e palavras não têm impactos emocionais e, conseqüentemente, não sofrem um arquivamento privilegiado capaz de produzir milhares de outras emoções e pensamentos que estimulam o desenvolvimento da inteligência. Freqüentemente é preciso gritar para obter o mínimo de atenção.

A ansiedade da SPA gera uma compulsão por novos estímulos, numa tentativa de aliviá-la. Embora menos intenso, o principio é o mesmo que ocorre na dependência de drogas. Os usuários de drogas usam sempre novas doses para tentar aliviar ansiedade gerada pela dependência. Quanto mais usam, mais dependentes ficam.

Os portadores de SPA adquirem uma dependência por novos estímulos. Eles agitam na cadeira, têm conversas paralelas, não se concentram, mexem com os colegas.

Pe. Bruce Eder - baseada no livro "Pais brilhantes, professores fascinantes" do Psiquiatra, cientista e autor Augusto Cury. pags 57 a 81.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Planejar e Agir


Já tem um tempinho que não passo por aqui ...tem sido corrido. Geralmente nessa época do ano os grupos de jovens entram em férias, paralelamente nas reuniões de coordenação começa-se a elaboração dos planos para o ano.

A hora é de renovar os laços com os jovens que já caminhavam junto e buscar idéias e modos variados pra juntar mais membros à família.
É hora de manter aquilo que em 2009 deu certo; renovar, e melhorar aquilo que não foi tão produtivo.

A chegada de um ano novo sempre trás novas esperanças, novos horizontes e novos desejos. E o nosso desejo para esse ano é continuar ativo em nossas comunidades ... Sim! Cada vez mais, nós jovens, queremos mostrar que merecemos espaço e reconhecimento. Queremos não só evangelizar dentro dos próprios grupos como também fora. Pretendemos fazer bastante ações concretas, visitas à orfanatos, abrigos, asilos...E levar toda a animação que nos contagia à aqueles que carecem de atenção, carinho e cuidado.

Já houveram algumas reuniões a respeito, a nossa JUVENTUDE têm mostrado interesse pela idéia, mas não é só planejar, tem que se agir. E o ano promete.

Juventude, força e Vida!
À toda garra em 2010!