sábado, 20 de junho de 2009

O MIGRANTE CAMINHA ALIMENTANDO ESPERANÇAS


“Migram as sementes nas assa do vento,
migram as plantas de continente a continente levadas pelas correntes das águas,
migram os animais e, mais que todos, migra o homem” (Bem-aventurado Scalabrini).

O titulo deste artigo é constituído por três palavras sumamente interligadas. Entre elas existem uma interdependência e uma articulação que enriquecem o significado de cada uma delas. Juntas concretizam sonhos e metas que todo ser humano almeja alcançar. Juntas se completam e se solidificam com o propósito de tornar a vida do ser humano mais plena.

Migrante é um nome dado a toda pessoa que se desloca de um lugar para outro, na busca incansável de melhores condições de vida.

Caminhar indica um desprender-se da morosidade, da acomodação. É uma iniciativa que nos lança na busca do novo, do diferente. Caminhar significa desinstalar-se do comodismo, do estancamento, da passividade, da rotina, da monotonia e avançar com coragem para um lugar que nos enseja novas possibilidades. É poder construir uma nova identidade com audácia e bravura, atingindo horizontes e objetivos de ordem pessoal, profissional, familiar, social, político, religioso, desportivo…. Como dizia o célebre poeta espanhol, Antônio Machado: “O Caminho faz-se caminhando”. O ser humano vive caminhando conduzido por sonhos e com grandes expectativas. A História da humanidade revela que em diversos espaços geográficos e culturais a vida e a existência humana foram muitas vezes descritas como um “caminho que se fez caminhando”.

Esperança é uma força emocional que motiva o ser humano a buscar sempre resultados positivos, relacionados a diferentes circunstâncias da vida pessoal. É um nobre sentimento que impulsona, estimula e motiva o ser humano a realizar algo que tanto almeja. Ter esperança é poder acreditar nas promessas reais e lutar pelos objetivos traçados sem ilusões e com muita perseverança. É poder acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. É ter expectativas de acontecimentos bem-concretos, ou seja, tornar real o sonho que foi plantado no coração e na mente. Por exemplo: esperança de alguém que muito amamos e que está doente, seja curado, ou então, no caso do migrante, a esperança é de que um dia consiga tornar real o sonho da vitória; conquistar cidadania, habitação, emprego garantido, sustento para a família.

Esta é a esperança que alimenta o sonho, que impulsiona, conduz, orienta e estrutura a caminhada de muitos migrantes desde os tempos mais remotos da história humana. A Sagrada Escritura nos revela inúmeras caminhadas, por um lado, muitas delas de livre e espontânea vontade, por outro lado, outras tantas forçadas.

Temos conhecimento de que, desde Abraão, existe um constante fenômeno migratório na face da terra. O exigente convite que o Senhor Javé fez a Abraão de deixar a terra, parentes, casa, pai e ir em busca de uma terra ainda desconhecida (Gn 12, 1) era em vista das grandes esperanças de Deus. Certamente, foi uma decisão difícil, pois para partir aos setenta e cinco anos de idade, cortar os laços familiares e geográficos e ir para um lugar desconhecido é necessário ter uma fé heróica e uma esperança sólida. “Pela fé, Abraão, chamado por Deus, obedeceu e partiu para um lugar que devia receber como herança. E partiu sem saber para aonde ir. Pela fé, ele foi residir como estrangeiro na Terra Prometida” (Hb 11, 8-9).

Outro fato migratório aconteceu quando o “Faraó deixou sair o povo: Deus não o guiou pelo caminho da terra dos filisteus, embora mais curto... Deus fez o povo dar volta pela rota do deserto do mar Vermelho... O Senhor os precedia... para lhes mostrar o caminho” (Ex 13,17.18.21). Era necessário caminhar, mesmo se o povo estava cansado, abatido e humilhado pela escravidão do Egito. Foram peregrinos de Deus no caminho pelo deserto, lugar de perigo, mas também lugar de encontro com o Senhor. A promessa acompanhava o povo amedrontado, a promessa da Terra Prometida. “Eu te conduzirei ao deserto e falarei ao teu coração”. “Onde está a terra prometida?” Em meio a tantas dificuldades e perseguições trilharam o caminho com esperança.

Elias também teve que caminhar, sair das mordomias e enfrentar os desafios ao ouvir o insistente apelo: “Elias, levanta-te e come, pois é grande o caminho que te resta” (1Rs 19,5-8). É preciso se abastecer da Palavra e da Eucaristia para ter forças suficientes e enfrentar o caminho com confiança. É preciso manter viva a esperança de chegar e alcançar a meta traçada.

No Novo Testamento temos o testemunho do mestre Jesus. Durante a sua missão, muitas vezes O encontramos caminhando; subindo montanhas; descendo até a planície; caminhando pro outro lado do mar e até mesmo sobre as águas (Mt 14,22-32). Diante do medo e da insegurança Ele conforta os discípulos dizendo: “Tenham coragem, sou Eu; Não precisam ter medo”. Em outra passagem Jesus caminha à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém (Lc 19,28). E também caminha junto com os discípulos de Emaús que perderam quase toda a esperança, desencantados, sem horizontes... (Lc 24,15).

Entretanto, desejo destacar que Ele mesmo foi forçado a pôr-se a caminho, pouco tempo depois do seu nascimento. Foi obrigado a partir no colo de seus pais, montado num jumento, de noite, para o Egito visando fugir à perseguição do rei Herodes (Mt 2, 13-15). Sobre isso, o Servo de Deus, Papa Pio XII, escreveu em 1952: “A família de Nazaré no exílio - Jesus, Maria e José - emigrantes no Egito e lá refugiados para se subtraírem à ira de um ímpio rei, são o modelo, exemplo e apoio para todos os migrantes e itinerantes de qualquer idade, origem ou condição que, ameaçados pela perseguição ou pelas necessidades, se vêem obrigados a abandonar a pátria, os parentes queridos, os vizinhos, o afeto dos amigos, deslocando-se para terras estrangeiras”.

É evidente que, ainda hoje, o drama da família de Nazaré, é obrigada a refugiar-se nos Egitos do mundo. E repete-se na dolorosa condição de tantos e tantos peregrinos, migrantes, especialmente os refugiados e exilados que são perseguidos por falta de justiça e dignidade. Ainda hoje muitas famílias migram em meio a tantas privações, humilhações, limitações e fragilidades tornando-se seres humanos desfigurados e debilitados. Entretanto, é no caminho que se descobre a luz que norteia o peregrinar do ser humano: “... quando já estava perto de Damasco, Saulo se viu repentinamente cercado por uma voz que vinha do céu” (At 9,3).

O número de migrantes que cruzam as fronteiras e percorrem as estradas do mundo, vem aumentando a cada que ano passa. Entre as causas desse aumento “destacam-se as transformações ocasionadas pela economia globalizada, o que leva à exclusão crescente dos povos do Terceiro Mundo e sua luta pela sobrevivência; as guerras, guerrilhas e o terrorismo internacionais ou regionalizados; os movimentos marcados por questões étnico-religiosas; a urbanização acelerada, especialmente nos países periféricos; a busca de novas condições de vida nos países centrais, por trabalhadores da África, Ásia e América Latina; questões ligadas ao narcotráfico, à violência e ao crime organizado; os movimentos vinculados às safras agrícolas, aos grandes projetos da construção civil e aos serviços em geral”.

As migrações são cada vez mais complexas e diversificados. Hoje muitas mulheres e jovens rompem as fronteiras internacionais. Muitas famílias inteiras trocam o campo pela cidade. Muitos refugiados políticos e econômicos fogem dos conflitos armados ou da miséria e da fome. E também migram, por motivações distintas, muitas pessoas de todas as classes sociais.

O migrante enfrenta um choque violento quando chega ao seu destino, principalmente quando fora do seu país, enfrenta dificuldade de falar a nova língua, sem documentos oficiais, acossado pela perseguição da polícia, pela discriminação étnica, pela exploração e escravidão no trabalho, pela falta de qualificação para trabalho, pela remuneração baixa, pelas atitudes de xenofobia e de racismo, pela dificuldade de ver reconhecidas as suas habilitações acadêmicas; esses são alguns exemplos dos grandes obstáculos que encontram. E, diante disso, os migrantes podem naturalmente deixar definhar a esperança. Compete a todos nós a missão de lutar pelos seguintes ideais:
• justa acolhida a quem chega e generosa atenção a quem parte, ou seja, antenas ligadas a todo tipo de deslocamento humano;
• defesa dos direitos civis, econômicos, religiosos e sociais;
• defesa dos trabalhadores temporários para que não sejam lesados em seus direitos trabalhistas;
• políticas de integração que mantenham viva a esperança dos migrantes;
• defesa do princípio da igualdade de direitos e deveres;
• valorização e recuperação da auto-estima para que eles sejam sujeitos da história;
• resgate das tradições culturais, das manifestações religiosas;
• direito à escola para os filhos de imigrantes clandestinos:
• trabalho sempre em sintonia com as diretrizes e orientações da Igreja local;
• promoção da semana do migrante;
• conscientização da Igreja e da sociedade em geral para com a questão migratória;
• criação de equipes de Pastoral Migratória nas comunidades e nas paróquias;
• fixação do homem no campo, combate às migrações forçadas e defesa da reforma agrária e da política agrícola;
• globalização da solidariedade, cultura, justiça, liberdade: ir e vir, mundo sem fronteiras;
• atendimento das necessidades básicas, que possam garantir-lhes a sobrevivência.

Essas e outras tantas iniciativas são essenciais, pois, como diz o ditado popular; “Sem esperança não chegaremos a lugar nenhum”. Ter esperança é um direito fundamental de todo ser humano. Impedir esse direito é uma escravizar a injustiça.

Pe. Paulo Rogério Caovila, cs.

Imagem: http://quadrosthaisibanez.blogspot.com/2008/12/migrantes.html

terça-feira, 16 de junho de 2009

EXISTE JUSTIÇA PARA TODOS?


A Semana do Migrante, de 14 a 21 de junho, desta vez não só está no meio do calendário de 2009, mas no meio do furacão da crise mundial, e no meio da busca de respostas positivas que a Igreja não cansa de propor, especialmente pela Campanha da Fraternidade.

A vinculação que a Semana do Migrante sempre quer ter com o tema e o clima da Campanha da Fraternidade, é feita pela pergunta pertinente e decisiva: EXISTE JUSTIÇA PARA TODOS?

O lema da CF adverte que a paz é fruto da justiça. Ficando claro que a justiça é condição prévia para a paz, a Semana do Migrante vai direto ao assunto, e pergunta pela justiça, não só para alguns, mas para todos.

E aí começa a primeira constatação interessante a respeito dos migrantes. Eles são portadores de universalidade. A partir deles, olhamos para todos, pois neles reconhecemos uma postulação indispensável que precisa ser feita em favor de todos. A justiça precisa ser para todos. Também para os migrantes. A situação deles é referência indispensável para um mundo baseado na justiça.

Se não houver justiça para os migrantes, simplesmente não haverá justiça.Pois os migrantes, desde o processo inicial de sua identidade de migrantes, colocam em ação um direito humano inalienável, que é o direito de migrar.

Este direito de migrar, reconhecido hoje formalmente pelas legislações em vigor, desencadeia o conjunto dos direitos humanos, a que os migrantes têm direito, nas situações concretas em que se encontram.

A Semana do Migrante nos proporciona a oportunidade de inserir os migrantes no contexto suscitado pela Campanha da Fraternidade, possibilitando aprofundar seus temas.

Assim, a comunidade é chamada a valorizar a presença e a contribuição dos migrantes. E os migrantes são desafiados a comprovar que eles são protagonistas de um mundo onde, de fato, pode existir justiça para todos.
A Semana do Migrante é sempre oportuna para abrir horizontes e renovar nossas esperanças num mundo impregnado de amor e de justiça.
Uma boa Semana do Migrante.

Bispo de Jales e Presidente do SPM
Enviado por: Pe. Paulo Caovila

Imagens: http://www.arquidiocesedeuberaba.org.br/imagens/Image/pastorais/migrantes.gif

Convite: Festa de São Paulo Apóstolo


A Comunidade São Paulo Apóstolo na Av Alvorada, 215, Jd Alvorada convida:

Novena a partir de 19 de junho

Quermesse: 20 e 21, 27 e 28 de junho.

Procissão e Missa do padroeiro: Dia 28 de junho, às 18h

Convite: Festa Sagrado Coração


Comunidade Sagrado Coração convida:
Novena em andamento desde 10/06
Quermesse dias 20 e 21, 27 e 28 de junho.

Procissão e Missa do Padroeiro:
Dia 19 de junho.

Todos estão convidados.

domingo, 14 de junho de 2009

Ser Jovem


M ais do que uma fase, ser jovem é um estado de espírito. É a fornalha inapagável da vontade de viver.Juventude bem vivida, vida contemplada.


É como se diz na música "Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz..."

É cantar mesmo fora do ritmo, mesmo quando não se sabe a letra.

É rir até quando haja motivos para chorar. Ter a audácia de enfrentar de frente os obstáculos, com a certeza da existência de um Deus do impossível. É ter fé no ideal.
É ter sempre um plano B. Ver a saída onde nem se via entradas.
É animar o dia com um sorriso. Tomar banho de chuva e sentir a energia do céu.
É abraçar o momento, valorizar os pequenos e insubistituíveis gestos.
É sentir aquela vontade imensa de mudar o mundo, mesmo que este nem sempre o confie tanta determinação.

É revoltar-se com as injustiças, com a desconfiança e a indiferença.É acreditar em si.
É ter atitude para descobrir, duvidar, sonhar, arriscar ...
Ser jovem é misturar tudo isso com a idade que se tenha, seja quinze, trinta ou sessenta. É jamais esquecer que não basta apenas existir, é preciso viver.

Convite: Semana do Migrante


Dia 16/07 - 3ªFeira - 19h30 - Palestra: " Migração na Baixada Santista"

Dia 17/07 - 4ªFeira - 19h30 - Palestra: " Migração Internacional"

Dia 18/07 - 5ª Feira - 19h30 - Documentário sobre migração Sazonal: " No fio do Podão"

Dia 20/07 - Sábado - 19h30 - Missa do Migrante - Filmada para Tv

Todos na Matriz

Dia 21/07 - Celebração Dia do Migrante em todas as comunidades

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Convite: Festa de Santo Antônio


A comunidade SANTO ANTONIO, localizada no Jardim Progresso está em festa, convida a todos para a procissão e missa, neste sábado às 18h.

Segue um pouco da história da Comunidade

Fonte: Site 50 anos da paróquia

A comunidade Santo Antônio iniciou suas atividade pastorais com a oração do Terço. Algumas mulheres liderada por D. Lourdes e a Laurinete, reuniam-se nas casas e faziam as orações. Aos poucos o grupo foi aumentado e passaram a ter o apoio do então Pároco o Pe Levino Galli, Seminaristas e também com as Irmãs Carlistas.
A 1ª Missa foi realizada em um terreno no bairro.
Em 1990 foi aberta inscrições para a 1ª Turma de Catequese, tendo como catequista a Edneuza, conhecida como Dú. A partir daí, a comunidade ganhou uma Missa a cada 5ª Dom de cada mês que era realizada nas casas. Com a ajuda de políticos, com as irmãs Carlistas e do Imaculado Coração, a comunidade passou a reunir-se na Escola Lúcia Flora dos Santos. O nome do Padroeiro foi sugerido pelo Pe. Levino Galli. Alguns anos depois, a comunidade ganhou um terreno que foi doado pela Prefeitura e que situava-se à Rua 23, no mesmo bairro.
Em 1997 com o empenho e a sensibilidade do Pároco Pe Giancarlo, dos colaboradores italianos e muitos eventos realizados pela comunidade, foram comprados 02 lotes na Rua Otacílio Faustino.
Em 17/01/1998 foi celebrada uma missa na escola pelo Bispo D. Davi Picão e a seguir a comunidade seguiu ao terreno para colocação da Pedra Fundamental. A partir de Junho de 1998 as missas passaram à serem celebradas no novo local.

Imagem: http://paroquiasantoantonio.wordpress.com

terça-feira, 9 de junho de 2009

Calendário: Corpus Christie


~A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, a aliança eterna. O seu Corpo e o seu Sangue em comunhão com o povo de Deus.

É um momento íntimo de partilha, de entrega, Jesus se faz alimento para nós, de modo único e incomparável, e nos fortifica. É um convite ao compromisso de amor ao próximo e à construção de um mundo mais justo e fraterno.

Todos os dias devemos ser gratos por esta Eucaristia, mas especialmente nesta festa todos estão convidados a participar, seja na elaboração dos tapetes ou na procissão e missa. Estar junto, presente e compartilhar!


Participem da programação:

Vigilia e adoração: Quarta-feira dia 10/06 - na Matriz e Comunidades
Preparação dos Tapetes: Quinta-feira dia 11/06 - pela manhã
Procissão seguida de missa Campal: Quianta-feira dia 11/06 - às 16h

Enviem fotos deste dia para o blog.

Imagem: Primeiro tapete da Comunidade Fátima, em 2003.

domingo, 7 de junho de 2009

Espaço Jovem: Grupo Ágape


O Grupo Ágape surgiu em 8 de outubro de 1995. Há quase 14 anos.
Era um grupo de Crisma, a catequista era a D. Amacilis, ela repetia todos os domingos que não podia morrer sem ver um grupo na Comunidade São Paulo.

Os crismandos fugiam, vários encontros foram marcados e não dava certo, mas na persistência o grupo aceitou o primeiro encontro que contou com a presença do Pe.Paolo Parise e assim teve início.

Nós éramos os menores em tamanho e em idade, mas sempre foi um grupo valente, responsável e briguento, no bom e no "nem tão bom" sentido, mas foi assim que conquistamos um espaço na Comunidade.

Na Paróquia foi mais difícil, mas um anjo foi colocado no nosso caminho: Pe. Gian Carlo, ele não sabia( talvez até soubesse, mas não por nós) os medos, inseguranças e vontades de fugir que o grupo tinha, mas todas as vezes que ia na comunidade colocava o grupo em oração na Ave Maria, pedia pela nossa força e perseverança. A gente prometia que não iríamos fazer mais nada e o telefone tocava com ele pedindo algo, era tanta confiança que ninguém tinha coragem de dizer não. Até quando ele foi para a Itália para cuidar da saúde mandava cartões postais dizendo estar rezando por nós e pedindo que fizéssemos o mesmo.

Foi assim que ele deu ao grupo uma missão: receber o Pe. Adilar e colocá-lo a par das atividades da juventude paroquial, neste momento o Ágape estava com 5 anos, tinha se renovado e ganhou no novo padre um grande amigo. Deste trabalho surgiu a coordenação paroquial da juventude, que até então era função somente do sacerdote e toda vez que havia uma troca, tudo acabava e tinha que recomeçar.

Foi o Pe. Adilar que disse ao grupo no sexto aniversário que não queria mais ouvir essa história de acabar com o grupo: "- Tem um probleminha, vamos cabar - Outro, vamos acabar - Gente, força!!! Não vamos mais falar em acabar com o grupo não"



Foi em 2000 também que o time feminino de futebol foi campeão no futebol, com a Karina Paixão artilheira do time. Apesar da renovação os primeiros participantes se mantinham no grupo o que começou a mudar entre 2001 e 2002, quando a Elaine assumiu a coordenação e eu fui para o Crisma.

Eu, filha do grupo de jovens, levei comigo aquilo que aprendi e trazia eles sempre para perto, assim conseguimos uma grande sintonia Crisma - PJ.

Sempre fomos muito companheiros do grupo Messe, da comunidade Bom Jesus dos Passos, acompanhamos o crescimento do JPC( São Judas) e vimos tantos outros começarem e por mil motivos não irem adiante. Quando a pastoral da juventude/ Escalabriniana estava finalmente se estruturando outros grupos foram surgindo e criando força.

Nesta época tinhámos uma forte assessoria liderada pelo Sr. Paixão e pelo Roberto, a coordenação paroquial era da Ju e do Nathan e no Ágape a Elaine e o Rafael tentavam conquistar o meu grupo de Crisma, este que mudaria a história do grupo.

Eu tinha 20 crismandos alegres e desconfiados, um deles gêmeo identico de outro, o que eu e todo mundo demoramos para descobrir, e identificar quem era quem. O que até hoje eu brinco como o Jonatha que crismou primeiro, sem o irmão. Tinha também o Felipe, que com toda sua espiritualidade e carisma conquistou a todos, hoje amigos que rezam juntos para que ele siga firma na escolha vocacional que fez.


A festa de 10 anos do Ágape, com uma camiseta ideia do Pe. Alceu dizia: ÁGAPE 10 ANOS, EU FAÇO PARTE DESSA HISTÓRIA! Reuniu na comunidade, numa bonita festa todas as gerações, naquela noite o Pe. Alceu disse aos jovens que " participar de um grupo de jovens nos torna diferentes, nos ensina a conviver em grupo e ver o mundo diferente, que se o jovem conseguir aprender um pouco que seja, sua participação não foi em vão.

Eu voltaria ao Ágape em 2006, por um convite do meu crismado gêmeo: o Jonatha e do então coordenador Roger para assessora-los. Era tudo muito diferente, eu os conhecia do Crisma, mas não como grupo e tive a oportunidade de estar com eles até o final de 2008, num novo momento de aprendizado.

Em 2007, o Jeferson assumiu a responsabilidade de coordenar o grupo, e como é bonito vê-lo lá: essa paixão, esse Ágape que ele vive todos os dias, uma mistura de cumplicidade, doação e fé na juventude, no trabalho na luta. Claro que tudo isso o levaria a coordenação paroquial, mas como eu fiz, ele faz igual: não larga o seu grupo.


É injusto por nomes, porque com certeza esqueci alguém, me perdoem desde já, mas são não se pode passar essa história sem falar em tantos nomes: Rita, Anna, Cida e Suzi. Erik, Eduardo, Wanderley, Rodrigo, Ricardo, Wágner, Paulinho, Walton, Alex, Anderson, Renilma, Ricardo, Renata, Cintia, Clésia e Clésio. Na geração 2000, personagens que não se esquecem: Tathiana, Elaine, Karina, Andrea, Carlinhos Ki-suco, Filipe, Denizinha, Roseli, Rafael, Karina Longhi, Michele...

Os meus crismados( lindos): Thiago, Sr. Paixão, Carol, Paty, Jonatha, Felipe, Roberto, Ademar, Juliana Vilarinho...

Os que chegaram depois disso, vindos da amizade e do carisma: Vivian, Jeferson, Ananda, Suelen, Michele, Maurício, Juliana, Andreza, Andressa, Keu, Rosiane, Dani, K-lango, Stéfanny, Smigo, Kelly e todos os outros...
Muitos que se apaixonaram, num grande amor correspondido por todos: Tuiu( Anderson - atual coordenador), Nathan e Juliana.


Pessoas da comunidade que sempre foram incríveis: além da D. Amacilis que nem se precisaria dizer, D. Cida mãe do Rafa e da Elaine, D. Cida hoje nossa coordenadora, A Fátima mão para toda obra, Gilson, Sr. Paixão, Dita, Neth, Arnaldo, Sr. Nivaldo... pais e mães de todo mundo numa forma geral.

Sem falar nos sacerdotes que nos ajudaram a trilhar esse caminho e nos acompanharam: Pe. Paolo, Pe. Gian, Pe. Cesari, Pe. Adilar, Pe. Luiz, Pe. Natal, Pe. Alceu, Pe. José Renato e agora o Pe. Antenor.

Eu hoje escrevi este depoimento para dizer que valeu a pena porque eu ganhei uma enorme família, além de amigos que nunca vão se separar de mim, não vejo minha vida sem a Suzi por exemplo, eu a conheci na capela, são 14 anos. Nem por isso a Denizinha é menos importante, como a Renilma, a Elaine e a Tathi. É muito gostoso encontrar um crismado e ganhar um super abraço renovador.

Também é muito, muito bom ver o Ágape ir em frente. Saber que quem chega quer aprender e aprende também a passar, ensinar a história e deixá-la seguir com novos personagens no futuro.

Soube que as meninas da geração Ágape 10 anos querem dançar valsa nos 15 anos.

" QUANDO VOCÊ ACHA QUE SABE AS RESPOSTAS , ALGUÉM MUDA AS PERGUNTAS" por isso é tão apaixonante estar perto do grupo de jovens, seja nele, coordenando a paróquia, assessorando ou como amiga, afinal a camisa que eles tem hoje diz: SEMPRE ÁGAPE - 100%.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mensagem pelo Dia da Beatificação de Scalabrini


Aniversário do seu nascimento ao céu- (1905 - 1º junho - 2009)

Queridos missionários e queridas missionárias da família Scalabriniana, enquanto tomavam corpo as migraçőes de massa do século XIX, o Espírito Santo suscitava no coraçăo do Bem Aventurado Joăo Batista Scalabrini um carisma novo, isto é, a solicitude pastoral para os migrantes, em vista da construçăo do Reino, e a realizaçăo da comunhăo pentecostal das diversidades, para a unidade da família humana. O dia primeiro de junho de 1905 marcou o fim da peregrinaçăo terrestre de Dom Scalabrini e o seu nascimento ao céu, mas o carisma do Espírito, doado ŕ Igreja através dele, continuava sendo fecundo e, hoje é ainda tăo atual, considerando que as migraçőes assumiram uma dimensăo global e missionária.

Por ocasiăo do 104° aniversário de sua partida, portanto, é lindo e oportuno juntos renovar a estima, a afeiçăo e a devoçăo que nos ligam ao Bem Aventurado Fundador, também com o desejo de logo vę‐lo entre os Santos, com os servos de Deus Pe. José Marchetti, Madre Assunta Marchetti e o venerável Dom Máximo Rinaldi.

Dom Scalabrini fundou em 1887 a Congregaçăo dos Missionários de Săo Carlos, “embaixadores de Cristo junto aos italianos no exterior”, como os definiu Leăo XIII. Em 1895 deu vida ŕquela das Irmăs Missionárias de Săo Carlos Borromeo ‐ Scalabrinianas, nascida na capela do Bispado de Piacenza a fim de completar a obra missionária scalabriniana, desenvolvida em clima de amor, de sacrifício e de oferta no orfanato de Săo Paulo, Brasil. Em 1889 fundou, na Itália, a Sociedade Săo Rafael para garantir a organizaçăo do empenho social do laicato católico na resposta da Igreja ŕs migraçőes. Enfim, em 1961, surgiram as Missionárias Seculares Scalabrinianas, inspirando‐se na sua espiritualidade. Com efeito, os tręs Institutos Religiosos que hoje compőem nossa Família Scalabriniana estăo empenhados, na Igreja e nas estradas do mundo, a imitar “as suas mais elevadas virtudes e primeiramente, aquela que foi a princesa, a caridade”, como afirmou Bento XV.

Pio IX o definiu “Apóstolo do Catecismo” e Pio X viu nele “o bispo sábio, benévolo e forte, que também em duros acontecimentos sempre defendeu amou e fez amar a verdade e nunca a abandonou por ameaças ou lisonjas”. Pio XI, que se compraz, “em testemunhar o espírito năo somente pastoral e episcopal, mas verdadeiramente apostólico e missionário” do “Santo Bispo”, aprovou, com “uma bęnçăo extraordinária e de todo o coraçăo”, a abertura dos processos ordinários diocesanos sobre a fama de santidade e sobre as virtudes heróicas de Dom Scalabrini, em 1936. Pio XII, em seguida, reconheceu nele “o homem apostólico, extraordinariamente benemérito da Igreja e da Pátria”.

Paulo VI recordou a validade do carisma deixado em herança à Igreja, pelo Bem Aventurado Scalabrini, e particularmente à Família Scalabriniana, na audięncia concedida em 8 de maio de 1968 ŕ alguns missionários, declarando: “Nós bem recordamos a figura de Dom Scalabrini. Vocęs săo seus filhos e năo trilham os caminhos periféricos, mas estăo na via mestra da Igreja”.

Joăo Paulo II, dirigindo‐se aos peregrinos vindos a Roma para a beatificaçăo do nosso Fundador, na solene celebraçăo de 9 novembro de 1997, o definiu publicamente “Pai dos Migrantes” e disse que o Bem Aventurado Joăo Batista Scalabrini, “profundamente enamorado de Deus e extraordinariamente devoto da Eucaristia, soube traduzir a contemplaçăo de Deus e do seu mistério em uma intensa açăo apostólica e missionária, fazendo‐se tudo a todos a fim de anunciar o Evangelho”.

Enfim, Bento XVI, ŕ distância de poucas semanas do inicio de seu Pontificado, assim se expressou: “profundamente devoto do Coraçăo de Cristo foi o Bem Aventurado Bispo Joăo Batista Scalabrini, patrono dos migrantes. (…) Recordando este grande Bispo, dirijo meu pensamento ŕqueles que se encontram longe da Pátria e, frequentemente, também da família e desejo que sempre encontrem em seu caminho, pessoas amigas e de coraçăo acolhedor, capazes de apoiá‐los nas dificuldades de cada dia”.

Agora chegou o momento propício de propor a todos, de modo frequente e explícito, a figura de um Bispo Santo que, lutando e sofrendo, serviu a Deus com todo seu ser e, em comunhăo com o Magistério da Igreja, amou o homem com dedicaçăo heróica, conjugando sabiamente evangelizaçăo e promoçăo humana. Ele anunciou o plano de Deus, escondido nas migraçőes, especialmente através da formaçăo, da catequese e da defesa dos direitos humanos.

Sem medir energias traçou a via mestra para “fazer de todos os povos um só povo, de todas as famílias uma única família”. Nas pegadas do Fundador, destaca‐se a figura de Pe. José Marchetti, que se fez vítima de seu próximo por amor a Deus, empenhando‐se, mediante o voto de caridade, “antepondo em tudo o próximo” a si mesmo, até a sua saúde e a sua vida, tornando‐se assim o “Pai dos Órfăos e o Mártir da Caridade”.

Irmanada no sangue e no ardor da caridade, está Madre Assunta Marchetti, iniciada no âmbito da vida familiar ŕ especial vocaçăo de explicitar, defender e apoiar corajosamente, no Instituto das Irmăs Scalabrinianas, o carisma de fundaçăo e de expressá‐lo na coeręncia de vida e na açăo apostólica.

Por último na ordem do tempo mas năo de importância, nomeamos o Venerável Bispo Máximo Rinaldi, que foi “um Pastor, um Mestre e um Pai”.

Portanto, a Família Scalabriniana rende graças a Deus pelo dom da santidade concedido a estes nossos heróis, os quais, ŕ imitaçăo de Săo Paulo, “foram modelados em tudo para obter uma coroa incorruptível; correram, năo como quem năo tem meta; submeteram o corpo ŕestremas fadigas apostólicas ” (cf. 1Cor 9, 25‐27). Logo, também nossa oraçăo em vista do reconhecimento oficial da santidade deles, através da beatificaçăo e canonizaçăo, partilhada também, com os leigos e, em especial com os jovens, deverá ser mais solícita e urgente.

Reavivando a memória destes nossos antecessores, de fato, também nos sentiremos estimulados e atraídos a imitar os admiráveis exemplos. Se esta tem sido a fonte da qual nasceu a nossa Família Religiosa, o nosso estilo de vida apostólica năo pode ser diferente. Além disso, nos nossos Santos a Igreja confirma a sua solicitude para com o fenômeno das migraçőes, que se apresenta também hoje em toda a sua atualidade e dramaticidade. Se em outros tempos eram sobretudo os europeus que emigravam, hoje assistimos a grandes deslocamentos no interior de todos os continentes, mas também a ęxodos intercontinentais que já alcançam cifras impressionantes. O Bem Aventurado Joăo Batista Scalabrini, o Venerável Máximo Rinaldi e os Servos de Deus José e Assunta Marchetti săo, portanto, estímulo e convite para todos assumirem de coraçăo este fenômeno planetário, que exige novas formas de intervençăo e de ajuda. Logo, é importante, produzir e divulgar tudo o que pode contribuir para torná‐los conhecidos e apreciados.

Invocando‐os cotidianamente e com amor filial, quem sabe com a récita individual ou comunitária da oraçăo própria a eles dirigida, certamente obteremos renovado entusiasmo e seremos atendidos nas graças, que, pela sua intercessăo, pediremos. Em tal perspectiva, enfim, sugerimos vivamente que cada comunidade institua pelo menos um especial tríduo de oraçăo anual, por ocasiăo do aniversário do nascimento ao céu, do Bem Aventurado Fundador, com modalidade e tempos considerados mais oportunos, em comunhăo com as respectivas Direçőes Gerais e com os Superiores Maiores da nossa Família Scalabriniana.

Roma, 21 de maio de 2009, festa da Ascensăo

P. Sérgio Olivo Geremia, cs
Ir. Alda Monica Malvessi, mscs
Adélia Firetti, mss

Fonte: www.scalabriniane.org