domingo, 31 de maio de 2009

Pentecostes, o batismo da Igreja



Pentecostes, antiga festa judaica na qual se recordava a Aliança de Deus com seu povo no monte Sinai (cf. Êxodo, 19). Converteu-se também em festa cristã precisamente pelo que sucedeu nessa ocasião, 50 dias depois da Páscoa de Jesus. Lemos nos Atos dos Apóstolos que os discípulos estavam reunidos em oração no Cenáculo quando sobre eles desceu com potência o Espírito Santo, como vento e fogo. Saíram então a anunciar em muitos idiomas a boa notícia da ressurreição de Cristo (Cf. 2, 1-4). Aquele foi o «batismo no Espírito Santo», que havia sido anunciado por João Batista: «Eu vos batizo em água para conversão, – dizia à multidão – mas aquele que vem após mim é mais forte que eu... Ele vos batizará no Espírito Santo e com fogo» (Mateus 3, 11).


Com efeito, toda a missão de Jesus esteve orientada a entregar aos homens o Espírito de Deus e a batizá-los em seu «lavatório» de regeneração. Isto se realizou com sua glorificação (Cf. João 7, 39), ou seja, mediante sua morte e ressurreição: então o Espírito de Deus foi difundido de maneira superabundante, como uma cascata capaz de purificar todo coração, de apagar o incêndio do mal e de acender no mundo o fogo do amor divino.




Os Atos dos Apóstolos apresentam Pentecostes como cumprimento desta promessa e, portanto, como coração de toda a missão de Jesus. Ele mesmo, após sua ressurreição, ordenou aos discípulos que permanecessem em Jerusalém, pois, como lhes disse, «sereis batizados no Espírito Santo dentro de poucos dias» (Atos 1, 5); e acrescentou: «Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria, e até os confins do mundo» (Atos 1, 8).

Pentecostes é, portanto, de maneira especial, o batismo da Igreja que empreende sua missão universal, começando pelas ruas de Jerusalém, com a prodigiosa pregação nos diferentes idiomas da humanidade. Neste batismo do Espírito são inseparáveis a dimensão pessoal e a comunitária, o «eu» do discípulo e o «nós» da Igreja. O Espírito consagra a pessoa e faz dela, ao mesmo tempo, membro vivo do Corpo místico de Cristo, partícipe da missão de testemunhar seu amor. E isto acontece mediante os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo e a Confirmação.

Redescubramos, queridos irmãos e irmãs, a beleza de ser batizados no Espírito Santo; retomemos consciência de nosso Batismo e de nossa Confirmação, mananciais de graça sempre atual.

Peçamos à Virgem Maria que alcance também hoje para a Igreja um novo Pentecostes, que infunda em todos, em especial nos jovens, a alegria de viver e testemunhar o Evangelho.

Papa Bento XVI
Fonte: www.catequisar.com.br
Foto: Vigília de Pentecostes, 2009 - Crisma

Quem é o Espírito Santo?


Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o Espírito Santo é a "Terceira Pessoa da Santíssima Trindade". Quer dizer, havendo um só Deus, existem nele três pessoas diferentes: Pai, Filho e Espírito Santo. Esta verdade foi revelada por Jesus em seu Evangelho.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo da história até sua consumação, quando o Espírito se revela e nos é dado, quando é reconhecido e acolhido como pessoa. O Senhor Jesus no-lo apresenta e se refere a Ele não como uma potência impessoal, mas como uma Pessoa diferente, com seu próprio atuar e um caráter pessoal.

O Espírito Santo, o Dom de Deus

"Deus é Amor" (Jo 4,8-16) e o Amor que é o primeiro Dom, contém todos os demais. Este amor "Deus o derramou em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5).

Poste que morremos, ou ao menos, fomos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do Dom do Amor é a remissão de nossos pecados. A Comunhão com o Espírito Santo, "A graça do Senhor Jesus Cristo, e a caridade de Deus, e a comunicação do Espírito Santo sejam todos vossos" (2Cor 13,13;) é a que, na Igreja, volta a dar ao batizados a semelhança divina perdida com o pecado.

Pelo Espírito Santo nós podemos dizer que "Jesus é o Senhor", quer dizer para entrar em contato com Cristo é necessário Ter sido atraído pelo Espírito Santo.

Mediante o Batismo nos é dado a graça do novo nascimento em Deus Pai por meio de seu Filho no Espírito Santo. Porque os que são portadores do Espírito de Deus são conduzidos ao Filho; mas o Filho os apresenta ao Pai, e o Pai lhes concede a incorruptibilidade. Portanto, sem o Espírito não é possível ver ao Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, porque o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se alcança pelo Espírito Santo.

Vida e Fé. O Espírito Santo com sua graça é o "primeiro" que nos desperta na fé e nos inicia na vida nova. Ele é quem nos precede e desperta em nós a fé. Entretanto, é o "último" na revelação das pessoas da Santíssima Trindade.

O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho desde o começo do Desígnio de nossa salvação e até sua consumação. Somente nos "últimos tempos", inaugurados com a Encarnação redentora do Filho, é quando o Espírito se revela e nos é dado, e é reconhecido e acolhido como Pessoa.

O Paráclito. Palavra do grego "parakletos", o mediador, o defensor, o consolador. Jesus nos apresenta ao Espírito Santo dizendo: "O Pai vos dará outro Paráclito" (Jo 14,16). O advogado defensor é aquele que, pondo-se de parte dos que são culpáveis devido a seus pecados os defende do castigo merecido, os salva do perigo de perder a vida e a salvação eterna. Isto é o que Cristo realizou, e o Espírito Santo é chamado "outro paráclito" porque continua fazendo operante a redenção com a que Cristo nos livrou do pecado e da morte eterna.

Espírito da Verdade: Jesus afirma de si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6). E ao prometer o Espírito Santo naquele "discurso de despedida" com seus apóstolos na Última Ceia, diz que será quem depois de sua partida, manterá entre os discípulos a mesma verdade que Ele anunciou e revelou.

O Paráclito, é a verdade, como o é Cristo. Os campos de ação em que atua o Espírito Santo são o espírito humano e a história do mundo. A distinção entre a verdade e o erro é o primeiro momento de tal atuação.

Permanecer e atuar na verdade é o problema essencial para os Apóstolos e para os discípulos de Cristo, desde os primeiros anos da Igreja até o final dos tempos, e é o Espírito Santo quem torna possível que a verdade sobre Deus, o homem e seu destino, chegue até nossos dias sem alterações.

Fonte: www.catequisar.com.br - Quem é o Espírito Santo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Projetos para convervação da Amazônia

Projetos prioritários para conservação da Amazônia (14/05/2009 - 01h41)

A senadora Marina Silva (PT-AC) entregou na noite desta quarta-feira (13) aos presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara dos Deputados, Michel Temer, uma lista contendo nove projetos legislativos considerados prioritários para garantir a preservação da Amazônia.
A entrega simbólica do documento fez parte da programação da vigília pela Amazônia promovida pelas comissões Mista Permanente de Mudanças Climáticas (CMMC), de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA); e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Veja abaixo quais são os nove projetos considerados prioritários:

Tramitando no Senado:

· PLS 33/2008: de autoria da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas, que funcionou antes da criação da comissão permanente (a CMMC), o projeto trata da Redução Certificada de Emissão (RCE), uma unidade padrão de redução de emissão de gases de efeito estufa correspondente a uma tonelada métrica de dióxido de carbono. Já incluído na ordem do dia, o projeto será tema de audiência pública na 1508265Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA1508265) antes de ser votado em Plenário.
· PLS 34/08: também de autoria da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas, o projeto concede incentivos aos proprietários rurais que mantiverem voluntariamente reservas florestais maiores do que os limites legais. O projeto, que já está na ordem do dia do Plenário, também deverá ser tema de audiência pública na CMA.
· PLS 142/07: de autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES), o projeto autoriza a concessão de benefícios às unidades rurais que adotam sistemas e técnicas produtivas que contribuem para a preservação das bacias hidrográficas. A matéria está pronta para ser votada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde tem parecer favorável da senadora Kátia Abreu (DEM-TO).

Tramitando na Câmara

. PEC 115/1995: de autoria do deputado Gervasio Oliveira (PSB-AP), inclui o cerrado na relação dos biomas considerados patrimônio nacional. A matéria aguarda votação do Plenário da Câmara.
. PL 1991/2007: de autoria do Poder Executivo, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Tramita apensado ao PL 203/1991.
. PL 3535/2008: de autoria do poder Executivo, institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima, com o intuito de definir e implementar medidas para promover a adaptação de municípios, estados e regiões, além de setores econômicos e sociais, às mudanças climáticas. Tramita em conjunto com o PL 18/2007.
. PLP 351/2002: de autoria da senadora Marina Silva e conhecido como projeto "FPE Verde", compensa os estados que tiverem em seus territórios unidades de conservação ambiental e terras indígenas demarcadas, com um repasse maior dos recursos do Fundo de Participação dos estados e do distrito federal (FPE). Aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário da Câmara.
. PL 5974/2005: de autoria do ex-senador Waldeck Ornelas (o número original no Senado é PLS-251/2002), o projeto conhecido como "IR Ecológico" dispõe sobre incentivos fiscais para projetos ambientais, permitindo a dedução, no valor devido do Imposto de Renda, de parte dos recursos doados a entidades sem fins lucrativos para aplicação em projetos destinados a promover a preservação do meio ambioente. Aguarda inclusão na ordem do dia do Plenário da Câmara.
. PL 4842/1998: de autoria da senadora Marina Silva (o número original no Senado é PLS 306/1995), regulamenta o acesso aos recursos da biodiversidade do país, incluindo sanções penais para crimes contra o patrimônio genético com o intuito de combater a biopirataria.

Fonte: Agência Senado

domingo, 10 de maio de 2009

Retrato de mãe



Uma simples mulher existe que,
pela imensidão do seu amor,
tem um pouco de Deus,
e pela constância de sua dedicação
tem um pouco de anjo;
que, sendo moça, pensa como uma anciã
e, sendo velha,
age com todas as forças da juventude;
quando ignorante,
melhor que qualquer sábio
desvenda os segredos da natureza,
e, quando sábia,
assume a simplicidade das crianças.

Pobre, sabe enriquecer se com a felicidade dos
que ama e, rica, empobrecer se para que seu
coração não sangre, ferido pelos ingratos.

Forte, entretanto, estremece ao choro duma
criancinha, e fraca, não se altera
com a bravura dos leões.

Viva, não sabemos lhe dar o valor
porque à sua sombra todas as dores se apagam.

Morta, tudo o que somos e tudo que temos
daríamos para vê la de novo,
e receber um aperto de seus braços
e uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher,
se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum:
porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crecerem seus filhos,
leiam para eles esta página.
Eles lhe cobrirão de beijos a fronte,
e dirão que um pobre viandante,
em troca de suntuosa hospedagem recebida,
aqui deixou para todos o retrato de sua própria MÃE.

Autor: D. Ramon Angel Jara

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A Equipe do Boletim De Mãos Dadas deseja que todas as mães sejam exemplos de luz e amor no mundo. Que possam sempre espelhar-se no exemplo de Nossa Senhora.
Feliz Dia das Mães!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

E o ralo levou...

A infinidade de coisas jogadas nos ralos é um problema sério - e um dos maiores vilões é o fio dental

A falta de cuidados com o ambiente pode se voltar contra você. Essa afirmação pode parecer meio batida, mas é ainda mais verdadeira quando consideramos a infinidade de coisas que são jogadas no ralo das pias. Tem gente que não pensa duas vezes antes de atirar no ralo cotonetes, restos de comida ou a poeira varrida da casa. Com o tempo, essas coisas se transformam em obstruções nos encanamentos que podem provocar graves entupimentos na rede de esgotos ou em casa. No centro expandido de São Paulo, a Sabesp realiza cerca de 2 mil desentupimentos por mês. Isso acontece porque as redes de coleta e tratamento de esgoto têm tubulações mais estreitas que as galerias pluviais, nas ruas. Por isso, entopem com mais facilidade quando se acumulam restos de comida ou objetos no seu interior.

Um dos principais vilões que descem pelos ralos é o fio dental. Fabricado com materiais cada vez mais resistentes, seu acúmulo acaba formando uma rede que prende outros materiais, obstruindo as tubulações. O excesso de produtos químicos de limpeza é outro problema freqüente, pois pode prejudicar o próprio sistema de tratamento dos esgotos, tornando-o ineficiente.

Nos locais onde não há tratamento de esgoto o descarte inadequado de produtos pelo ralo costuma agredir diretamente o ambiente. Isso porque os dejetos acabam sendo lançados nos rios, córregos e no mar, na maioria das vezes causando mau cheiro e a morte de animais e plantas.

No banheiro

Aquele fio dental que displicentemente você deixa cair no ralo da pia vem se tornando um grave transtorno para os esgotos de todo o mundo. Eles acabam ficando presos na rede de tubulações, onde, acumulados, formam uma teia que prende outros tipos de lixo. Resultado: entupimentos e transbordamentos na rua e dentro das casas, além de mais dificuldade para o tratamento dos resíduos. Outros produtos também costumam ser lançados no ralo ou no vaso sanitário. Entre eles estão fraldas descartáveis, absorventes, pontas de cigarro e cotonetes. E, por favor, retire os fios de cabelo dos ralos do chuveiro e da pia. Eles também são um verdadeiro enrosco.

Na cozinha

De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), 1 litro de óleo é responsável pela poluição de 1 milhão de litros de água. A companhia estima que uma família gera 1,5 litro de óleo de cozinha por mês. Os sistemas de tratamento de esgotos não são projetados para cuidar do óleo, e sim da sujeira que deveria estar no esgoto. O óleo volta aos rios, por ser mais leve, fica na superfície, impedindo a oxigenação das águas e causando a morte de microorganismos e peixes. O que fazer então com o óleo? Reserve o óleo em garrafas pet e, quando tiver acumulado alguns litros, entregue-o a centros de coleta, que depois o usarão para fazer sabão. Consulte a prefeitura ou a empresa de sanemento básico da sua cidade para saber se esse serviço está disponível.

Na área de serviço

Pequenas peças de roupa, como meias ou lenços, acabam indo pelo ralo abaixo. Nesse caso, a solução é simples: colocar uma grade de proteção no ralo. Outro problema comum na área de serviço é o descarte de produtos tóxicos no tanque. O mais comum é a água sanitária, que deve ser usada sem abusos, pois tem grande potencial de poluir o ambiente. Pode ser substituída na limpeza da casa por misturas com bicarbonato de sódio, vinagre e suco de limão. Produtos de limpeza devem ser utilizados de acordo com a indicação do fabricante, com o consumo de todo o conteúdo das embalagens, sem despejá-los diretamente na pia. O uso de venenos e inseticidas deve ser evitado.

No quintal

Aqui, uma complicação freqüente para os esgotos é a própria água da chuva. Algumas pessoas conectam a descarga das calhas à rede de esgotos, que, ao contrário da rede de águas pluviais, não está preparada para receber o excesso de água. O resultado é o transbordamento dos esgotos nas ruas e até mesmo o refluxo pelos ralos. A sujeira varrida de toda a casa deve ser recolhida com uma pá e jogada no lixo. Não jogue a poeira no ralo, pois aí ela tende a se acumular na parte de baixo dos encanamentos, vindo a provocar entupimentos. Também deve-se evitar que folhas e galhos caiam nos ralos.

Texto André Mugiatti

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/2007/conteudo_556019.shtml


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Falece Dom David Picão, bispo emérito de Santos


Dom Jacyr Francisco Braido, bispo diocesano de Santos, comunica o falecimento de D. David Picão, bispo emérito, na manhã desta quinta-feira, 30 de abril, às 8h30, no Hospital São Lucas, em Santos. Dom David Picão estava internado desde o último sábado (25), com um quadro de pneumonia.
A missa de corpo presente será celebrada nesta sexta-feira, 1º de maio, às 16 horas, na Catedral de Santos – Praça José Bonifácio, s/n – Centro de Santos. A missa será presidida por Dom Odilo Scherer, cardeal metropolita da Arquidiocese de São Paulo. Em seguida, será feito o sepultamento na cripta da Catedral.
Dom David tinha 86 anos era natural de Ribeirão Preto (SP). Em 11 de maio de 1963 foi transferido para Santos como Bispo Coadjutor, com direito à sucessão, tomando posse em 22 de junho do mesmo ano. Tendo Dom Idílio José Soares renunciado à Diocese, Dom David assumiu na qualidade de 4º Bispo Diocesano de Santos, em 13 de dezembro de 1966, exercendo seu ministério até 26 de julho de 2000.
Tinha como lema episcopal: “Omnibus omnia factus” (Feito tudo para todos - 1Cor 9, 22). Unamo-nos em orações neste momento especial em nossa Diocese, pedindo a Deus que o receba na plenitude de sua glória e misericórdia. Que seu exemplo de vida, sua dedicação pastoral e seu testemunho evangélico durante os 43 anos de seu ministério episcopal em nossa diocese, nos anime em nosso compromisso de discípulos missionários, a caminho do Reino definitivo.

Com a minha bênção,

Dom Jacyr Francisco Braido – Bispo Diocesano de Santos
Santos, 30 de abril de 2009

Histórico
Histórico de Dom David Picão
18/8/1923 – 30/4/2009

Dom David Picão nasceu em Ribeirão Preto – SP, no Bairro de Vila Tibério, aos 18 de agosto de 1923. Filho primogênito do casal Joaquim Ramos Picão e Maria da Piedade Picão, de uma família de sete irmãos.
Fez os estudos iniciais na Escola Primária das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição e no 3º Grupo Escolar de Vila Tibério. Ingressou no 1º ano Ginasial da Associação de Ensino de Ribeirão Preto em 1936 e logo no ano seguinte seguiu para o Seminário Diocesano da Imaculada, em Campinas, onde prosseguiu seus estudos de humanidades até 1941. Em 1942 ingressou no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo, onde fez o Curso de Filosofia e Teologia. Em 1947 foi enviado a Roma onde, na Universidade Gregoriana, terminou a teologia e fez o curso especial de Direito Canônico, licenciando-se nessa matéria.
Recebeu a Ordenação Sacerdotal em Roma, das mãos do Cardeal Luigi Taglia no dia 10 de outubro de 1948, na Igreja dos Padres Jesuítas, em cujo convento morreu Santo Inácio de Loyola, na chamada “Chiesa Del Gesu”.
Retornando ao Brasil em 1950 (agosto), foi nomeado Chanceler do Bispado em Ribeirão Preto, cargo que exerceu até sua eleição a Bispo. Contemporaneamente, teve outras responsabilidades: professor do Seminário Diocesano e Diretor Espiritual (1950 a 1957); Capelão no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora (1951 a 1952); assistente eclesiástico do Círculo Operário (1951 a 1952); diretor da Federação Mariana Feminina; Assistente Eclesiástico da J.I.C. e J.E.C; Diretor Geral das Federações Marianas da Arquidiocese; Assistente-geral da Ação Católica, em 1951. Foi também Diretor da Obra da Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Com a criação do Cabido Metropolitano na Arquidiocese de Ribeirão Preto, foi nomeado Arcediago do referido Cabido, a 9 de janeiro de 1959, pelo Papa João XXIII.
No dia 14 de maio de 1960 era oficialmente publicada sua nomeação para 1º Bispo da recém-criada Diocese de São João da Boa Vista, pelo Santo Padre João XXIII.
No dia 31 de julho de 1960, foi sagrado Bispo na Catedral de Ribeirão Preto, recebendo a Sagrada Unção das mãos do então Núncio Apostólico no Brasil, Dom Armando Lombardi; foram seus consagrantes: Dom Luiz do Amaral Mousinho e Dom Jaime Luiz Coelho. No mesmo dia à tarde, o Núncio Apostólico Dom Armando Lombardi instalava a nova Diocese de São João da Boa Vista e dava posse a Dom David naquela cidade.
Em São João da Boa Vista coube-lhe organizar os quadros de uma nova circunscrição eclesiástica. Organizou e executou o primeiro levantamento sócio-religioso da Diocese.
Constatando que sua Diocese era composta em mais da metade de população rural, procurou levar ao homem do campo seus cuidados pastorais, para o que organizou a IDAR – Instituto Diocesano de Ação Rural, trazendo para ajudar nesse trabalho a congregação religiosa especializada “Oblatas de Santa Úrsula”. Fundou o IDAM – Instituição Diocesana de Assistência ao Menor, para abrigo e amparo dos pequenos desamparados.
No dia 11 de maio de 1963 era publicada a nota oficial de sua transferência para a Diocese de Santos, como Bispo-Coadjutor com Direito à Sucessão de Dom Idílio José Soares, então Bispo de Santos.
Tomou posse, em cerimônia na Catedral de Santos, no dia 22 de junho de 1963.
Tendo Dom Idílio renunciado ao governo da Diocese, por motivo de saúde, Dom David tomou posse, na qualidade de 4º Bispo Diocesano de Santos, a 13 de dezembro de 1966.
Nesses anos de atividade como Bispo da Diocese de Santos Dom David desenvolveu relevantes trabalhos no Campo Pastoral, Cultural e Assistencial, podendo ser destacados:

Criação de várias Paróquias na Diocese:
Cubatão: Paróquia São Francisco de Assis – Vila Nova;
Guarujá: Santa Rosa de Lima – Vila Santa Rosa;
Peruíbe: Paróquia São João Batista;
Praia Grande: Paróquia São Antonio (Boqueirão); Paróquia de Nossa Senhora das Graças (Cidade Ocian).
Santos:
Paróquia de Jesus Crucificado – B. Jabaquara;
Santa Margarida Maria – B. Bom Retiro;
Sagrada Família – Jardim Rádio Clube;
São Jorge Mártir – Bacia do Macuco;
São Paulo Apóstolo – B. José Menino;
Sagrado Coração de Jesus – Ponta da Praia;
São Benedito – B. Aparecida;
Apostolado do Mar – (Paróquia Pessoal Nossa Senhora dos Navegantes) Ponta da Praia;
Pastoral da Saúde – Centro (Paróquia Pessoal Santa Cruz)
São João Batista – Nova Cintra
Nossa Senhora da Assunção – Morro São Bento

São Vicente: Nossa Senhora Aparecida – Jóquei; São Pedro “O Pescador” (Itararé)
Litoral Norte: Paróquia São João Batista do Poiares – Caraguatatuba (então, pertencente à Diocese de Santos).

No Campo Cultural:
Universidade
Em 1966, Dom David Picão assumiu a presidência da Sociedade Visconde de S. Leopoldo, mantenedora da UNISANTOS e do Liceu Santista. Em 1986, com o reconhecimento da Universidade Católica de Santos, assumiu também como chanceler da Instituição, cargo que exerceu por mais de 35 anos.
Em 26 de julho de 2000, Dom David, ao renunciar à função de bispo, automaticamente, deixa de ser presidente da Sociedade Visconde de São Leopoldo e chanceler da UNISANTOS. Dom David torna-se bispo emérito de Santos e, em 2002, assume como pró-reitor de Pastoral da UNISANTOS.
Fundação Dom David - Por ocasião do Jubileu Episcopal de Prata de Dom David Picão, em 31 de julho de 1985, foi criada a Fundação Dom David, entidade filantrópica, cuja finalidade é agilizar e ampliar o sistema de atendimento a alunos carentes por meio da concessão e administração de bolsas de estudo, e outras formas de assistência, na Universidade Católica de Santos.

Outras realizações
Museu de Arte Sacra de Santos
Por iniciativa de Dom David, foi fundado o Museu de Arte Sacra de Santos (MASS), em 12 de dezembro de 1981.
Diocese de Registro: Dom David empenhou-se muito para a criação da Diocese do Litoral Sul, cujo território em parte foi desmembrado da Diocese de Santos.
A instalação e posse de 1º Bispo, na pessoa de Dom Aparecido José Dias, deu-se a 16 de fevereiro de 1975.
Casa de Retiros do CEFAS (Centro de Formação para o Apostolado de Santos) – Com o apoio de agentes de pastorais de vários movimentos, Dom David pôde construir e inaugurar na Diocese a Casa de Retiros ou de encontros para todos os Movimento de Pastoral da Diocese. Essa obra construída no Bairro do Jabaquara na cidade de Santos teve sua pedra fundamental lançada a 29 de junho de 1974 e sua inauguração oficial a 2 de abril de 1978.
Finalmente podemos destacar que Dom David foi Presidente do Regional Sul 1 da CNBB de São Paulo, membro da Comissão Episcopal de Pastoral da CNBB e responsável pelo setor de Comunicação Social da CNBB. Membro da Comissão de Educação do CELAM-Conselho Episcopal Latino Americano. Promotor Nacional do "Apostolado do Mar"; Assistente Nacional do Movimento Vida Ascendente e Pró-Reitor de Pastoral da Universidade Católica de Santos.

Homenagens
• Título de Sócio Emérito das Cruzadas da Senhora Católicas (Cinquentenário das Cruzadas) (1980)
• Diploma de Sócio Acadêmico da Academia Eldoradense de Letras - Casa de Francisca Júlia de Eldorado (1981)
• Medalha Cultural Martin Afonso de Sousa pelo Instituto Histórico e Geográfico de Guarujá-Bertioga (1981)
• Certificado de Mérito Cultural da Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto (1982)
• Incentivador do Concurso de Redação sobre a vida e as virtudes do "Beato Anchieta", por iniciativa dos gremistas do Grêmio Anchieta, do Seminário Diocesano São José (1982)
• Comenda do Mérito Ecológico pela Associação de Entidades Ecológicas e Defesa Ambiental da Baixada Santista - AEEDABS (1986)
• Medalha de Honra ao Mérito pela Câmara Municipal de Santos (1991)
• Certificado de Gratidão e Medalha da Diocese de Santos e Academia Brasileira de Arte e Cultura e História, pela participação nos 70 anos da Diocese de Santos e 400 aniversário da Sagração da Cidade de Santos a nossa Senhora do Monte Serrat sua Padroeira (1994)
• Título de Cidadão Emérito Santista pela Câmara Municipal de Santos (1996)
• Em 1998, foi homenageado pela Câmara Municipal de Santos, com placa comemorativa pelos 35 anos de atividades à frente da Diocese de Santos.
• Em 2000, Dom David Picão recebeu o título de Cidadão Vicentino.

Fonte: Diocese de Santos