quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Individualismo

Os conflitos da independência começam em casa



Hoje confundimos pessoa, indivíduo, personalismo e individualismo. Nossa cultura está marcada pela supremacia do individualismo em detrimento do altruísmo e do personalismo. O outro, o próximo, o semelhante, o irmão, o diferente, o necessitado são colocados em segundo lugar e até descartados. O individualismo globalizado se expressa na absolutização do ter, do poder e do prazer. Os outros são perdedores, descartáveis, sobrantes, excluídos. Vejamos alguns aspectos do individualismo:

1. A arbitrariedade. O individualismo se manifesta na arbitrariedade que é uma atitude de poder, de julgamento, de superioridade, centralidade e dominação. Quando a arbitrariedade significa desobediência, rebeldia, orgulho, entram em crise valores éticos, religiosos, sociais e a justificação dos interesses pessoais, caem as instituições, a objetividade, o bom senso e o respeito pela verdade.

2. O bem material. A pessoa individualista desvaloriza o bem comum, a justiça social, a compaixão. O dinheiro, a ambição, a ganância, o lucro é o que interessa. O "ter mais" vence o "ser mais". Cresce a indiferença pelo outro. A competição, a corrupção, a concentração dos bens aumenta a desigualdade social. Quem cai no individualismo torna-se insensível, cego, escravo de cálculos e ambições. Não se pergunta se os outros estão bem e não se interessa em ser bom para os outros.

3. A satisfação erótica. O erotismo é filho legítimo do egoísmo individualista, do amor desordenado de si mesmo, do prazer imediato e sem compromisso que, hoje, se caracteriza pela orgasmomania e orgasmolatria, balbúrdia sexual. O machismo tem muito de egoísmo e erotismo. Acontece no erotismo a centralização do ego e a subjugação do outro, afirmação de si e a negação do outro. A espiral do erotismo abre as portas ao alcoolismo, às drogas e ao vazio existencial.

4. A legitimação dos desejos. O consumismo, através da propaganda, trabalha com os desejos. Ora cria desejos, ora os aguça. Somos escravos de desejos desordenados. O mercado excita os desejos das crianças, jovens e adultos e os legitima como felicidade, bem-estar, autorrealização e autoprojeção. Promete mundos maravilhosos, messiânicos, efêmeros e eficazes. A vida é vivida como um espetáculo, uma satisfação de desejos, sensações e curtições.

5. A imposição dos direitos individuais. Eu quero, eu sei, eu desejo, eu tenho direito, eu decido, eu mando. É a defesa arbitrária de direitos individuais sem compromisso ético, religioso, jurídico, social. Não podemos ser prisioneiros das modas do momento e ferir a verdade, o bem e a justiça; defendendo direitos individuais de modo arbitrário como o aborto, a eutanásia, a clonagem etc. Quem quer ser o único produtor de si mesmo acaba degradando-se.

6. A autossuficiência. Consiste em viver sem Deus, sem mandamentos, sem família, sem matrimônio e sem a comunhão com os outros e os valores objetivos. É a indiferença pelos outros, pelas instituições, pelas normas, num narcisismo sem limites. O autossuficiente é folgado, agressivo, independente, onipotente com grande risco de tornar-se delinquente.

7. A independência. O individualismo é egolatria, autonomia, solidão, rebeldia. Os conflitos da independência começam em casa, no namoro, na escola e no estilo de vida liberal, independente, permissivo. A pessoa pautada pela independência, assume atitudes de arrogância, arbritariedade, indiferença, antipatia e agressividade. Chega a ser antissocial e contestadora das realidades objetivas da vida.

8. O egoísmo. A centralização de si, o egocentrismo é um dos piores recalques da humanidade. Quando socializado, o egoísmo tem o nome de lucro, sucesso, consumismo, livre escolha. O que vem primeiro são as diversões, a curtição, o imediato, a estética, a dimensão lúdica da vida. O importante é o agora, o espetáculo, as distrações, o corpo.

O egoísmo globalizado gera "povos da opulência e povos da indigência", alarga as desigualdades entre ricos e pobres, o império do mercado e a iniquidade social. O egoísmo é o caminho do abismo.

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina (PR)

Fonte: Canção Nova

LEC 2009


Neste último domingo, dia 25 de Outubro, foi realizado no salão paroquial o LEC 2009. As siglas significam Liderança, Espiritualidade e Capacitação. O evento foi uma formação feita de jovem para jovem. Como o nome já pede, o LEC é composto de três momentos:

1º Capacitação

[Palestrantes: Douglas Nobre e Amanda Gomes]

"Deus não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos"



Pois bem, que haja a Capacitação!
Pra que o jovem seja capaz de se organizar e liderar um grupo é preciso esquematizar 4 preceitos: Acolhida, Organização, Divisão do Trabalho e Planejamento.
Acolhida pra que aquele jovem que sai de casa e procura um grupo de jovens, sinta-se bem e acolhido, pra que volte sempre.
Tempo! Esse anda extinto. Todos vivem atribulados de tarefas, trabalho, escola, os mais diversos afazeres. E acaba faltando tempo; é aí que entra a Organização a divisão do trabalho e o Planejamento.
Planejando-se há tempo pra tudo, é só saber se organizar e pra que ninguém acabe sobrecarregado, dentro do grupo é importante e interessante que haja uma divisão de trabalho, cada um fica com uma tarefa, todos cooperam e ninguém se acumula de tarefa.


2º Liderança

[Palestrantes: Natan Alves e Edilson Francisco]

Neste momento os jovem foram estimulados a liderar.
Não simplesmente estar a frente, é ser exemplo, ter a maturidade pra guiar não só as ovelhas do seu rebanho, mas também as ovelhas perdidas. É saber dinamizar os encontros, unir o grupo e incentivar a caminhada na Igreja.


3º Espiritualidade
Hora de alimentar a alma com motivação.
Com a exibição de vídeos motivadores o jovem foi incentivado a não desistir.
Sabemos que não há trajetórias sem desafios, mas quem tem fé e coragem pra seguir, é capaz de enfrentar tudo!


Por fim, houve uma confraternização.
Vale lembrar que a animação ficou por conta da BANDA TEMPLÁRIUS.
E fizeram parte dessa organização também Emilly Brito, Caroline Silva e Wellington Mecena.
O Movimento Juventude da Paróquia Nossa Senhora das Graças, agradece à todos aqueles que trabalharam pra que desse certo, assim como aqueles que participaram do evento e fizeram com que o LEC 2009 fosse possível. Obrigado!

domingo, 11 de outubro de 2009

Crisma e Juventude



Crisma e Grupo de Jovens
Com toda a certeza, um completa o outro.
Todos são jovens cristãos com o propósito de viver sua espiritualidade e ser missionário de Cristo na sua comunidade.
Grande parte dos grupos da nossa Paróquia começaram com uma turma de crismandos com muita vontade de seguir firme na Igreja. O incentivo dos agentes de Crisma é fundamental nessa hora, assim como foi por exemplo com o grupo ÁGAPE (Comunidade São Paulo Apóstolo) ,o Vocare (Comunidade São José) ou o JUSC (Comunidade Sagrado Coração de Jesus) , e muitos outros que tiveram o apoio e de quem queria vê-los à serviço.
A comunidade também deve fazer sua parte e acolher os jovens com todas suas ideias, com toda a sua vitalidade e força de vontade,; pois são eles que trazem vibração, sangue novo, e são os futuros coordenadores.
Até mesmo pra evitar que os jovens se crismem e ''sumam'' da Igreja é preciso que haja uma cumplicidade entre CRISMA e JUVENTUDE.
Não deixa de ser uma realidade inconveniente, quando nos deparamos com alguns crismados, que após receber o Sacramento só volta à Igreja pra casar! O que será que falta à estes? Cada qual terá uma desculpa. Mas que esta não seja por falta de acolhimento, já que nós jovens escalabrinianos devemos ser antes de tudo bons acolhedores.
Agentes de Crisma - procurem incentivar essa parceria.
Uma boa dica seria deixar um dia da Liturgia dividida entre os jovens do grupo e os jovens crismandos.
Crismandos - procurem participar e se integrar com os jovens da sua comunidade;
Viver entre jovens, trocar experiências, ir aos eventos próprios, e estar ativo na Igreja.
Jovens - procurem acolher os crismandos, escutem suas ideias, convidem para os eventos próprios, chamem para participarem das missas com vocês.
Comunidade - abra os braços ao novo, guie nossos jovens, aconselhem para o bem, lhe dê a oportunidade de mostrar a energia que têm!
Todos juntos podemos fazer uma Igreja participativa e fervorosa.

domingo, 4 de outubro de 2009

Espaço Jovem: JUVES 2009

O tema da JUVES deste ano foi:

- JUVENTUDE E MIGRAÇÃO -

NOS CONFLITOS, COMPAIXÃO





No dia 27 de Setembro, jovens escalabrinianos de diversos lugares se encontraram em Ribeirão Pires para um dia de troca de ideias, experiência e celebração da juventude.


Na parte da manhã foram feitas oficinas levando aos jovens os temas que trazem ''conflitos'' à juventude. A violência; a falta de dignidade, as desavenças e diferenças, drogas, consumismo, preconceitos...

Diante de tantos conflitos que poderiam desviar os jovens há uma decisão a ser tomada. Nós, jovens, podemos escolher ter uma atitude cristã, renunciar a todos os desvios, ter personalidade e não se deixar levar pelo "prazeres do mundo", devemos aprender a ter compaixão, perceber o irmão, viver e agir a espiritualidade, conhecer mais e participar de políticas públicas.E que tudo isso não fique só na consciência, mas que vire prática.




A prática da acolhida
A prática da solidariedade
A prática cristã
Podemos fazer a diferença.
Você pode.
Eu posso.
Basta querer.


"Jovem, o mundo precisa da sua garra e da sua vitalidade"


As oficinas se encerraram com uma Missa, e depois de um maravilhoso almoço houve apresentações musicais das Paróquias ali presentes.
Veja o vídeo da apresentação de Vicente de Carvalho na JUVES 2009 http://www.youtube.com/watch?v=o0Q9kyLGD20

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016

Rio-2016. Eu quero. Mas eu posso?

por Mauro Beting - Lancenet

Abro a geladeira e tem um belo pedaço de bolo de chocolate.

Não sei se devo comê-lo. Só sei que é possível se lambuzar e sair bem satisfeito. E não sei se ele irá me fazer mal no fim das contas. É a sensação como cidadão brasileiro a respeito dos Jogos de 2016. Quero que seja no Rio. Mas vai ser bom para nós?

Acredito no Brasil. Não necessariamente nos brasileiros. O Rio de Janeiro pode fazer uma boa Olimpíada para o mundo e um ótimo evento para os contribuintes brasileiros. É só torcer pela quebra dos recordes apenas nas competições, não nas contas. É esperar a superação dos atletas não contaminando a superação de metas estabelecidas pelos organizadores.



É possível fazer festa sem tanta farra. Para ganhar os anéis olímpicos, não precisamos dar os dedos. Hoje é o dia para o ano de 2016. Nossa maior chance. Não sei se o Brasil precisa sediar os jogos. Só sei que não precisamos mais da sede por outras campanhas e comitês pelos jogos de 2020. 2024. Dois mil e tantos comitês tão caros para o cidadão. Já fomos Brasília em 2000. Já demos “aquele abraço” em 2004, no Rio. Perdemos 2012 para Londres. Talvez ganhemos enfim o direito de fazer os jogos de 2016. Não vamos jogar fora a chance de fazer bem feito. De fazer dentro de nossas possibilidades. De fazer uma festa não para gringo ver. Mas para brasileiro poder pagar as contas devidas sem abrir um rombo no nosso futuro.


Antes de fazer uma Olimpíada brasileira de duas semanas seria preciso fazer um Brasil olímpico de duas décadas. Fazer na escola não apenas esportistas de carreira. Fazer o esporte como educação. Como saúde. Como inclusão. Esporte por excelência, não as excelências por exclusão. Empreender uma política de esporte, não o esporte como política. Enfim, todo o discurso que se faz desde antes da primeira candidatura fracassada e/ou falida. Todo o blábláblá que espero não precisar blablablazar depois de 2016.


A sede e a fome por ser sede consomem recursos. Agora canalizados, represados, saneados, bola e boladas pra frente, que atrás vem todo tipo de gente. Se os donos dos anéis souberem escalar direitinho os times e capitães, nada contra. Não nado contra a maré. Só espero que ela desague no mar como rio caudaloso, não como esgoto escandaloso.

Nosso complexo de Mutley - o simpático cãozinho do desenho animado que pedia “medalha, medalha, medalha!” por qualquer coisa - se dividiu na ânsia por trazer para o país o maior evento de todos os esportes, colado ao maior evento do esporte, em 2014. Se os erros do Pan de 07 forem corrigidos, se as autoridades derem a volta olímpica no que foi feito de errado (ou que deixaram errar) no evento de 007 – com permissão para matar, como na ficção de James Bond -, o Brasil poderá se orgulhar não apenas do país que pode ser. Mas dos brasileiros que fizeram o possível e - literalmente - o impossível para trazer mundos e fundos para o Brasil.